
Com um Prefácio de

ANNIE BESANT Presidente da Sociedade Teosófica

(Transcritas e Compiladas por C. Jinarajadasa)

THEOSOPHICAL PUBLISHING HOUSE Adyar, Madras, Índia T.P.H., Londres, Benares, Krotona, E.U.A. Indian Book Depot, Bombaim Direitos Autorais Registrados

Todos os Direitos Reservados

PREFÁCIO

TENHO o privilégio de apresentar ao mundo este inestimável livreto de Cartas dos Irmãos Mais Velhos, que foram os verdadeiros Fundadores da Sociedade Teosófica.

Muitos Peregrinos no Caminho Probatório encontrarão nele muita ajuda e inspiração, e servirá para aprofundar o senso da realidade de nossos Mestres, por vezes obscurecido nas mentes dos neófitos pelos tumultuosos acontecimentos do mundo exterior, assim como as notas de uma vina são afogadas se tocadas no barulho de um galpão de locomotivas.

Que ele fale àqueles que têm ouvidos para ouvir.

Annie Besant

829226 ÍNDICE PÁGINA Prefácio . V Cartas:

I-V. A Sociedade Teosófica e sua Obra VI—XL O Caminho do Discipulado . . . XII~XV. A Índia e o Movimento Teosófico . XVI-XXV.

Cartas de Conselho Pessoal XXVI-XXIX.

Cartas sobre D. M. K. XXX-XXXIII. Gerais . . . XXXIV-XXXVII. Cartas Marginais XXXVIII. A Carta Francesa de 1870 . . . XXXIX.

Sobre o Uso das Cartas por Escritores Teosóficos XL. O Futuro da S.T. Notas A SOCIEDADE TEOSÓFICA E SUA OBRA CARTA I

A doutrina que promulgamos, sendo a única verdadeira, deve — apoiada por tais evidências como estamos preparados para fornecer — tornar-se finalmente triunfante como qualquer outra verdade.

Contudo, é absolutamente necessário incuti-la gradualmente, reforçando suas teorias — fatos inquestionáveis para aqueles que sabem — com inferências diretas deduzidas e corroboradas pelas evidências fornecidas pela ciência exata moderna.

Essa é a razão pela qual o Coronel H. S. O., que trabalha apenas para reviver o Budismo, pode ser considerado como alguém que labora no verdadeiro caminho da Teosofia muito mais do que qualquer outro homem que escolhe como meta a gratificação de suas próprias aspirações ardentes pelo conhecimento oculto.

Budismo, despojado de suas superstições, é

verdade eterna, e aquele que se esforça por esta última está se esforçando por Theos-Sophia, Sabedoria Divina,

          Veja "Notas" no final do livro para todas as notas de rodapé numeradas.

que é um sinônimo de Verdade.

Para que nossas doutrinas reajam praticamente sobre o chamado código moral ou as ideias de veracidade, pureza, abnegação, caridade, etc., temos de popularizar um conhecimento da Teosofia.

Não é o propósito individual determinado de alcançar para si mesmo o Nirvana (a culminação de todo conhecimento e sabedoria absoluta) — que é, afinal,

apenas um egoísmo exaltado e glorioso — mas a busca autossacrificante dos melhores meios para conduzir nosso próximo pelo caminho certo, para fazer com que tantos de nossos semelhantes quanto possível se beneficiem disso, o que constitui o verdadeiro Teosofista.

As porções intelectuais da humanidade parecem estar rapidamente derivando para duas classes: uma

inconscientemente preparando para si longos períodos de aniquilação temporária ou estados de não

consciência, devido à rendição deliberada de seu intelecto, seu aprisionamento nos estreitos sulcos do fanatismo e da superstição — um processo que não pode deixar de [acarretar] a deformação total do princípio intelectual; a outra, entregando-se desenfreadamente às suas propensões animais, com a intenção deliberada de submeter-se à aniquilação pura e simples em caso de fracasso, a milênios de degradação após a dissolução física.

Essas "classes intelectuais", reagindo sobre as massas ignorantes que atraem, e que as olham como exemplos nobres e dignos de seguir, degradam e arruinam moralmente aqueles que deveriam proteger e guiar.

Entre a superstição degradante e o materialismo brutal ainda mais degradante, a pomba branca da verdade mal tem espaço para pousar seu pé cansado e indesejado.

É tempo de a Teosofia entrar na arena; os filhos dos Teosofistas são mais

propensos a se tornarem Teosofistas do que qualquer outra coisa.

Nenhum mensageiro da verdade, nenhum profeta, jamais alcançou durante sua vida um triunfo completo — nem mesmo Buda.

A Sociedade Teosófica foi escolhida como a pedra angular, o fundamento das futuras religiões da

humanidade.

Para alcançar o objetivo proposto, uma maior, mais sábia e especialmente mais benevolente intermistura do alto e do baixo, do Alfa e do Ômega da Sociedade, foi determinada.

A raça branca deve ser a primeira a estender a mão de confraternização às nações escuras — a chamar o pobre e desprezado "negro" de irmão.

Esta perspectiva pode não agradar a todos, mas não é teosofista quem se opõe a este princípio.

Em vista do triunfo cada vez maior e, ao mesmo tempo, do mau uso do livre-pensamento e da liberdade (o reinado universal de Satanás, como Eliphas Levi o teria chamado), como poderá o instinto natural combativo do homem ser refreado de infligir crueldades e enormidades até então inauditas, tirania, injustiça, etc., senão através da influência suavizadora de uma fraternidade, e da aplicação prática das doutrinas esotéricas de Buda? Pois, como todos sabem, a emancipação total da autoridade do único poder ou lei onipresente chamado Deus pelos sacerdotes — Buda, Sabedoria Divina e iluminação, Teosofia, pelos filósofos de todas as épocas — significa também a emancipação da autoridade da lei humana.

Uma vez libertos e livres do peso morto das interpretações dogmáticas, nomes pessoais, concepções antropomórficas e sacerdotes assalariados, as doutrinas fundamentais de todas as religiões serão provadas idênticas em seu significado esotérico.

Osíris, Krishna, Buda, Cristo serão mostrados como nomes diferentes para um mesmo e real caminho régio para a bem-aventurança final — NIRVANA.

O Cristianismo Místico, isto é, aquele Cristianismo que ensina a auto-redenção através do nosso próprio sétimo princípio — este ParamAtma libertado (Augoeides), chamado por alguns de Cristo, por outros de Buda, e equivalente à regeneração ou renascimento no espírito — será considerado exatamente a mesma verdade que o Nirvana do Budismo.

Todos nós temos que nos livrar do nosso próprio Ego, o eu aparente ilusório, para reconhecer nosso verdadeiro Eu em uma vida divina transcendental.

Mas se não quisermos ser egoístas, devemos nos esforçar para fazer outras pessoas verem essa verdade, reconhecerem a realidade desse Eu transcendental, o Buddh, o Cristo ou Deus de cada pregador.

É por isso que mesmo o Budismo exotérico é o caminho mais seguro para conduzir os homens à única verdade esotérica.

Como encontramos o mundo agora, seja cristão, muçulmano ou pagão, a justiça é desrespeitada e a honra e a misericórdia são ambas lançadas ao vento.

— Em uma palavra, como, vendo que os principais objetivos da S.T. são mal interpretados por aqueles que estão mais dispostos a nos servir pessoalmente, devemos lidar com o resto da humanidade, com a maldição conhecida como a "luta pela vida", que é o verdadeiro e mais prolífico progenitor da maioria das dores e tristezas e de todos os crimes? Por que essa luta se tornou o esquema quase universal do universo? Respondemos: porque nenhuma religião, com exceção do Budismo, ensinou até agora um desprezo prático pela vida terrena, enquanto cada uma delas, sempre com essa única exceção, inculcou através de seus infernos e danações o maior pavor da morte.

Portanto, encontramos essa luta pela vida grassando mais ferozmente nos países cristãos, mais prevalente na Europa e na América. Ela enfraquece nas terras pagãs e é quase desconhecida entre os budistas.

Na China, durante a fome e onde as massas são mais ignorantes de sua própria ou de qualquer religião, observou-se que aquelas mães que devoravam seus filhos pertenciam a localidades onde havia mais missionários cristãos; onde não havia nenhum, e os bonzos sozinhos tinham o campo, a população morria com a maior indiferença.

Ensine ao povo a ver que a vida nesta terra, mesmo a mais feliz, é apenas um fardo e uma ilusão, que é apenas nosso próprio Karma, a causa produzindo o efeito, que é nosso próprio juiz, nosso salvador em vidas futuras, e a grande luta pela vida logo perderá sua intensidade.

Não há penitenciárias nas terras budistas, e o crime é quase desconhecido entre os tibetanos budistas.

O mundo em geral, e a Cristandade especialmente, deixado por 2.000 anos ao regime de um Deus pessoal, bem como seus sistemas políticos e sociais baseados nessa ideia, agora provou ser um fracasso.

Se os Teosofistas dizem: "Não temos nada a ver com tudo isso; as classes inferiores e raças inferiores (as da Índia, por exemplo, na concepção dos britânicos) não podem nos concernir e devem se virar como puderem" — o que acontece com nossas belas profissões de benevolência, filantropia, reforma, etc.? São essas profissões uma zombaria? E se uma zombaria,

Pode o nosso caminho ser o verdadeiro? Não nos devotaremos nós a ensinar a alguns europeus, alimentados pela gordura da terra — muitos deles carregados com os dons da fortuna cega — a lógica do toque de sinos, do cultivo de copos, do telefone espiritual e da formação do corpo astral, e deixar as incontáveis multidões dos ignorantes, dos pobres e desprezados, dos humildes e oprimidos, cuidarem de si mesmos e do seu além como melhor souberem? Nunca! Antes pereça a S.T. com ambos os seus infelizes fundadores do que permitirmos que ela se torne nada mais que uma academia de magia, um salão de ocultismo.

Que nós — os devotos seguidores do espírito encarnado do absoluto autossacrifício, da filantropia, da bondade divina, como de todas as mais altas virtudes alcançáveis nesta terra de dor, o homem dos homens, Gautama Buda — jamais permitamos que a S.T. represente a personificação do egoísmo, o refúgio de poucos sem pensamento algum para com os muitos, é uma ideia estranha, meus irmãos.

Entre os poucos vislumbres obtidos pelos europeus do Tibete e de sua hierarquia mística de "Lamas perfeitos", há um que foi corretamente compreendido e descrito: "as encarnações do Bodhisattva, Padma Pani, ou Avalokitesvara, e de Tsong-ka-pa, e a de Amitabha, renunciam em sua morte à obtenção do estado de Buda, i.e., o summum bonum da bem-aventurança e da felicidade pessoal individual — para que possam nascer repetidamente em benefício da humanidade" (R.D.)* — em outras palavras, para que possam repetidamente * (Rhys Davids.) ser submetidos à miséria, ao aprisionamento na carne e a todas as dores da vida, desde que, por tal autossacrifício, repetido através de longos e sombrios séculos, possam tornar-se o meio de assegurar salvação e bem-aventurança no além para um punhado de homens escolhidos entre apenas uma das muitas raças da humanidade! E somos nós, os humildes discípulos desses Lamas perfeitos, que devemos permitir que a S.T. abandone seu nobre título — o de Irmandade da Humanidade — para se tornar uma simples escola de psicologia.

Não, não, bons irmãos, haveis laborado sob esse erro por tempo demais.

Compreendamo-nos uns aos outros.

Aquele que não se sente competente o bastante para apreender a nobre ideia suficientemente para trabalhar por ela, não precisa empreender uma tarefa pesada demais para si.

Mas dificilmente há um teosofista em toda a Sociedade que não possa ajudá-la eficazmente corrigindo as opiniões errôneas dos de fora, se não propagando ele próprio essa ideia.

Oh! Pelo homem nobre e desinteressado que nos ajude efetivamente na Índia nessa divina tarefa.

Todo o nosso conhecimento, passado e presente, não seria suficiente para recompensá-lo.

Tendo explicado nossas visões e aspirações, tenho apenas mais algumas palavras a acrescentar.

Para ser verdadeira, a religião e a filosofia devem oferecer a solução de todo problema.

Que o mundo esteja em tão má condição moral é uma evidência conclusiva de que nenhuma de suas religiões e filosofias — e as das raças civilizadas menos do que quaisquer outras — jamais possuiu a verdade.

As explicações corretas e lógicas sobre o assunto dos problemas dos grandes princípios duais — certo e errado, bem e mal, liberdade e despotismo, dor e prazer, egoísmo e altruísmo — são tão impossíveis para eles agora quanto o eram há 1881 anos.

Eles estão tão longe da solução quanto sempre estiveram; mas deve haver uma solução consistente em algum lugar, e se nossas doutrinas provarem sua competência para oferecê-la, o mundo será rápido em confessar que a verdadeira filosofia, a verdadeira religião, a verdadeira luz, que dá a verdade e nada além da verdade.

CARTA — Saudações aos delegados Hindus, Parses, Budistas, Ingleses e outros, e aos membros aqui presentes.

Lembrai-vos de que, embora de várias nacionalidades e religiões, sois quase todos filhos de uma só mãe, a Índia.

Lembrai-vos e agi de acordo.

Tendes de fazer da celebração do aniversário um grande sucesso.

Tendes de provar aos vossos malfeitores e inimigos que a vossa causa, sendo forte e tendo se firmado sobre a rocha da verdade, de fato nunca poderá ser impedida em seu progresso por qualquer oposição, por mais poderosa que seja, se estiverdes todos unidos e agirdes em concerto.

Sede verdadeiros, sede leais aos vossos compromissos, ao vosso sagrado dever, à vossa pátria, à vossa própria consciência.

Sede tolerantes para com os outros, respeitai as visões religiosas dos outros se quiserdes que as vossas sejam respeitadas.

Filhos da Índia, da antiga Aryavarta, sejam adotivos ou filhos de seu sangue, lembrai-vos de que sois teosofistas e que a Teosofia ou Brahma Vidya é a mãe de toda religião antiga, abandonada e repudiada embora possa agora ser pela maioria de seus filhos ingratos.

Lembrai-vos disso, agi de acordo, e o resto seguirá no devido curso.

Com nossas sinceras bênçãos, K. H.

Que nenhum Karma adicional se prenda àqueles que pecaram no ano passado, tanto em pensamento quanto em ação.

Pessoalmente, eles estão perdoados.

Que um novo ano e novas esperanças comecem para eles.

K. H.

CARTA Til         '

Você dará a conhecer ao "Círculo Interno" o que se segue, mostrando-lhes e deixando com eles este papel.

Se for difícil ler a minha caligrafia, então faça uma cópia limpa.

[I) Caso se encontrem meios para continuar os Ensinamentos Esotéricos interrompidos no ano passado, e caso Mahatma Kut-humi considere possível retomar a sua correspondência, esta só poderá passar pelas mãos do Sr. Sinnett, como até agora.

Ele foi o correspondente escolhido desde que ressuscitou a Loja de Londres e primeiro trabalhou pela Causa da Soc. Teos.

é apenas justo que ele colha o fruto do Karma.

O Mahatma, seu correspondente, não poderia transferir o ensino seriado com qualquer grau de justiça para qualquer outra pessoa.

Estando isto resolvido, resta a questão: [II)

Que meios existem para corresponder mesmo com o Sr. Sinnett? H. P. B. não se encarregará do envio e transmissão das cartas;

ela demonstrou sua disposição ao autossacrifício nessa direção por tempo suficiente, e a menos que o faça por sua própria e livre vontade e sem referir a questão a mim, nem mesmo eu, seu Guru há muitos anos, tenho o direito de obrigá-la.

Damodar K. M. tem a mesma e até maior relutância.

Uma vez que o ato pertence ao Karma, K. H. não pode e não irá obrigá-lo, pois não deve interferir com o Karma.

Resta .    .    .    ; ele não atingiu aquele estágio de desenvolvimento fisiológico que capacita um chela a enviar e receber cartas.

Sua evolução tem sido mais no plano intelectual, e justamente agora uma maior atividade está começando na fronteira entre esse e o espiritual,

e suas palavras serão, como até agora, em grande parte inspiradas por seu Mestre.

A cada dia ele melhorará.

Se seus amigos míopes não o estragarem com seus tolos elogios e ele não ceder às influências sedutoras que convergem para ele, há um futuro para ele — mas ele não está pronto para a transferência física.

Além disso, quando ou se ele uma vez cair sob os encantos da vida mundana, sua inspiração cessará e seu nome será escrito no "rol" como um fracasso.

Há perigo para ele.

Seu Mestre o percebe — e hesita.

Há ainda outra pessoa, mas essa pessoa, mesmo que recebesse tais poderes, o ocultaria até o fim.

Nem todos estão preparados para buscar e aceitar o martírio que pode muito bem resultar naquela grande calamidade, a interrupção dos estudos e do desenvolvimento de alguém.

(III) Quem quer que possa ser encontrado — se alguém for encontrado — para transmitir ao Sr. S. as cartas de K. H., nem o "Círculo Interno" nem mesmo a L. L. como um todo está em posição, neste momento, de lucrar com as instruções desejadas ou mesmo de recebê-las com calma.

Um grupo de estudantes das Doutrinas Esotéricas, que desejasse colher qualquer proveito espiritual, deve estar em perfeita harmonia e unidade de pensamento.

Cada um, individual e coletivamente, tem de ser totalmente altruísta, bondoso e cheio de boa vontade para com os outros, pelo menos — deixando a humanidade de lado, deve haver:

nenhum espírito partidário entre o grupo, nenhuma maledicência, nenhuma má vontade, nem inveja ou ciúme, desprezo ou ira.

O que fere um deve ferir o outro — aquilo que alegra A deve encher B de prazer. Estaria a L. L., ou mesmo seu Círculo Interno, em tal estado — que é exigido absolutamente por nossas Regras e Leis? É somente graças à grande bondade de K. H. que, não obstante o estado deplorável em que a L. L. se encontrava por quase dois anos e sua falta dos referidos requisitos, ele ainda assim correspondeu ocasionalmente com o Sr. S. A recente sucessão de problemas domésticos teria sido logo resolvida, e a maioria deles evitada, se houvesse aquela verdadeira unidade fraterna que move um grande corpo de homens a agir como um só homem e como dotado de um único coração e alma.

Sou forçado a dizer que somente uma mudança completa de sentimento na L. L. pode trazer à tona sua utilidade potencial para a grande causa que abraçamos.

Em seu estado atual, nós a encontramos tendendo na direção oposta.

A L. L. é apenas um orbe brilhante — muito provavelmente o mais brilhante — no céu teosófico, mas para a Sociedade-Mãe é um rebento aristocrático, um império dentro de um império, que, gravitando em torno de seu próprio centro de hábitos fixos, preconceitos e mundanidade, lança todo o Corpo na confusão, ao passo que poderia facilmente tornar-se a rocha da salvação, o porto mais seguro para os milhares de seus membros.

Ela terá de mudar sua política até então exclusivista e egoísta, se quiser viver.

Ela terá de tornar-se parte integrante da "Fraternidade Universal", se quiser ser um corpo teosófico.

Ela terá de agir em plena harmonia com o Corpo-Mãe e promover a observância da perfeita solidariedade e unidade de pensamento em toda a Sociedade.

Nenhuma fofoca, nenhuma calúnia deveria ser permitida, nenhuma predileção pessoal demonstrada, nenhum favoritismo, se ela quiser ter-nos como instrutores.

O Mahatma Kuthumi pode, naturalmente, como Adepto independente, em sua própria capacidade privada, escrever a quem escolher — caso encontre os meios de fazê-lo sem infringir a boa Lei Secreta.

Mas ele jamais consentirá em se afastar dessa Lei, mesmo que fosse para a satisfação daqueles que lhe foram os mais devotados.

Que os L. L. e especialmente o Círculo Interno separem o trigo do joio, pois nada teremos a ver com este último.

Que eles ouçam o conselho amigável.

Vejam que registro totalmente estéril isso produziu até o retorno do Sr. Sinnett da Índia — e aproveitem a lição.

Vós que dizeis conhecer o Karma, é inútil apontar os vários escândalos na Sede em Bombaim e Madras como atenuante de vossa negligência passada: isso não é desculpa.

Os Gerentes da P. S. cometeram e cometerão muitos erros precisamente porque estão sozinhos e deixados sem ajuda e proteção, pois poderiam ter evitado tais intimidades perigosas e não têm ninguém a culpar senão a si mesmos por sua confiança ter sido abusada.

Assim também alguns dos L. L. que pecaram por imprudência e entusiasmo.

A natureza humana é exatamente tão fraca em Adyar quanto em Chancery Lane ou em Paris.

É verdadeiramente tarefa árdua combinar tanto material pobre numa organização forte e perfeita — contudo, o futuro do movimento teosófico depende dos membros do Círculo Interno; se não for organizado como deveria ser, eles terão apenas a si mesmos para culpar.

M.                            CARTA IV

Para F. A.

O dia da separação está próximo, e eu vos diria algumas palavras.

Vós sois um oficial dos L. L. e, como tal, tendes um dever e uma oportunidade especiais.

Basta que deis o exemplo de uma vida pura e virtuosa e de um espírito tolerante; isso é apenas bondade negativa e, para o chelaship, jamais servirá. Deveis, mesmo como simples membro — muito mais como oficial, aprender para que possais ensinar, adquirir conhecimento espiritual e força para que os fracos possam apoiar-se em vós, e as vítimas sofredoras da ignorância aprendam convosco a causa e o remédio de sua dor.

Se escolherdes, podereis fazer do vosso lar um dos mais importantes centros de influência espiritualizante em todo o mundo.

O "poder" está agora concentrado ali e permanecerá — se não o enfraquecerdes ou repelirdes — permanecerá para vossa bênção e vantagem.

Fareis o bem encorajando as visitas de vossos companheiros membros e de buscadores, e realizando reuniões dos mais afins para estudo e instrução. Deveis induzir outros em outros lugares a fazer o mesmo.

Você deve constantemente aconselhar-se com seus associados no Conselho sobre como tornar as reuniões gerais da Loja interessantes.

Os novos membros devem ser tomados em mãos desde o início pelos mais antigos, especialmente selecionados e designados para o dever em cada caso, e instruídos minuciosamente no que vocês já aprenderam, para que possam ser capazes de participar inteligentemente dos procedimentos das reuniões regulares.

Há uma forte disposição para atropelar a cerimônia de iniciação de tal maneira que não cause nenhuma impressão séria no candidato.

O método da Sociedade-Mãe pode ser inadequado aos preconceitos ingleses, mas cair no extremo oposto de uma pressa indigna é muito pior.

Vossas formas de iniciação são um insulto permanente a todo Chela regular, e provocaram o desagrado de seus Mestres.

É uma coisa sagrada para nós; por que deveria ser diferente para vós? Se cada Membro tomasse por lema as sábias palavras de um jovem rapaz, mas que é um fervoroso Teosofista, e repetisse com... "Sou um Teosofista antes de ser um Inglês", nenhum inimigo poderia jamais derrubar vossa Sociedade.

Contudo, os candidatos devem ser ensinados, e os membros antigos sempre recordar, que este é um assunto sério em que a Sociedade está envolvida, e que eles devem começar o trabalho seriamente, tornando suas próprias vidas Teosóficas.

O "Journal" começou bem e deve ser continuado.

Ele deve ser o complemento natural do da S. P. R., que é um saco de nozes sem quebrar.

Vossa filial deve manter correspondência com todas as outras na Europa; a Garmania pode ajudar-vos — as outras precisam de vossa ajuda.

Este é um movimento para toda a Europa — não apenas para Londres, lembrai-vos.

Os membros americanos estão sob grandes desvantagens e tiveram até agora, desde que os Fundadores partiram, nenhum líder competente; vossa Filial pode e deve ajudá-los, pois eles são vossos vizinhos, e a Sede Central já tem demasiado a fazer em outros lugares.

Um Chela será designado para responder a perguntas gerais se a Filial merecer assistência.

Mas lembrai-vos: não somos escribas públicos ou funcionários com tempo para estar continuamente escrevendo notas e respostas a correspondentes individuais sobre cada assunto pessoal insignificante que eles deveriam responder por si mesmos.

Nem permitiremos que essas notas privadas sejam encaminhadas tão livremente como até agora.

Há tempo suficiente para discutir os termos do Chelado quando o aspirante tiver digerido o que já foi dado e dominado seus vícios e fraquezas mais evidentes.

Isto podeis mostrar ou dizer a todos.

O presente é para a Filial, dirigido a vós como seu oficial.

Você aceitou um serviço importante — a agência financeira — e agiu com sabedoria.

Tal ajuda era muito necessária.

Se os membros na Europa desejam o bem à Sociedade Mãe, devem ajudar a circular suas publicações e a fazê-las traduzir para outras línguas quando forem dignas disso. Intenções — você pode dizer a seus Companheiros Membros — e palavras amáveis contam pouco conosco. Atos são o que queremos e exigimos — [ele] fez mais por uma pobre criança nessa direção durante dois meses do que o melhor de seus membros nestes cinco anos.

Os membros da Loja de Londres têm uma oportunidade como raramente surge aos homens.

Um movimento destinado a beneficiar o mundo de língua inglesa está sob sua guarda.

Se cumprirem todo o seu dever, o progresso do materialismo, o aumento da perigosa autoindulgência e a tendência ao suicídio espiritual podem ser contidos.

A teoria da expiação vicária produziu sua reação inevitável: somente o conhecimento do Karma pode contrabalançá-la. O pêndulo oscilou do extremo da fé cega para o extremo do ceticismo materialista, e nada pode detê-lo senão a Teosofia.

Não é isto algo pelo qual vale a pena trabalhar, salvar essas nações da ruína que sua ignorância está preparando para elas? Pensais que a verdade vos foi mostrada para vosso proveito exclusivo? Que quebramos o silêncio de séculos apenas para o lucro de um punhado de sonhadores? As linhas convergentes de vosso Karma vos trouxeram, a cada um e a todos, para esta Sociedade como para um foco comum, para que cada um ajude a resolver os resultados de vossos começos interrompidos no último nascimento.

Nenhum de vós pode ser tão cego a ponto de supor que este é vosso primeiro contato com a Teosofia? Certamente deveis perceber que isso seria o mesmo que dizer que efeitos vieram sem causas.

Sabei, então, que depende agora de cada um de vós se doravante lutareis sozinhos após a sabedoria espiritual através desta e da próxima vida encarnada, ou na companhia de nossos atuais associados, e grandemente ajudados pela mútua simpatia e aspiração.

Bênçãos a todos os que as merecem.

K. H.

CARTA V

Em vista da recente renúncia do Sr. Massey e da razão pela qual foi apresentada, a saber, a suspeita dos Mahatmas, e a inclinação que tem sido demonstrada por certos outros membros da London Lodge de desacreditar o ensinamento oriental e desconfiar de seus Mestres, nós, os abaixo-assinados membros da London Lodge, estando convencidos de que nenhuma educação espiritual é possível sem uma união absoluta e simpática entre companheiros de estudo, desejamos formar um grupo interno.

Tomando a palavra religião em seu sentido mais amplo e, embora deixando cada membro do referido grupo seguir seu próprio sistema teológico ou credo — COMO TEM SIDO FEITO ATÉ AGORA EM TODAS AS SOCIEDADES TEOSÓFICAS — desejamos, no entanto, estabelecer um vínculo de verdadeira união fraternal de tal natureza que realize aquelas condições que estamos convencidos são inatingíveis na London Lodge tal como está constituída.

Para este Grupo Interno — o Ádito da London Lodge — humildemente imploramos o reconhecimento não estatutário dos Mahatmas, nossos Amados Mestres: solicitando-lhes ainda que nos concedam permissão especial para formular nossos próprios regulamentos internos e escolher nosso próprio conselho e, embora permanecendo individualmente sujeitos às regras e regulamentos da London Lodge, o grupo como tal seja independente da London Lodge em seu trabalho especial.

O princípio fundamental do Novo Grupo será a confiança implícita nos Mahatmas e em seus ensinamentos, e a obediência inabalável aos seus desejos em todos os assuntos relacionados ao progresso espiritual.

N.B. Caso, no entanto, haja uma convicção sincera por parte de qualquer membro de que ele ou ela não pode, em consciência, prestar essa obediência inabalável em todos os assuntos de progresso espiritual, tal membro poderá retirar-se do círculo interno, com a garantia e o conhecimento de que a imputação de conduta desonrosa não será lançada contra ele ou ela.

H. P. Blavatsky

— DESDE QUE ELE OU ELA NÃO TORNE PÚBLICA QUALQUER PARTE DOS ENSINAMENTOS, POR PALAVRA OU CARTA, SEM PERMISSÃO ESPECIAL DOS ABAIXO-ASSINADOS. — K. H.

Finalmente, ao submeter esta prece aos nossos reverenciados Mestres, solicitamos-lhes encarecidamente que, se ela merecer sua aprovação, a confirmem com suas assinaturas e consintam em continuar seus ensinamentos como até agora, enquanto houver um membro fiel neste grupo.

APROVADO.

O CONVÊNIO É MÚTUO.

ELE PERMANECERÁ VÁLIDO ENQUANTO AS AÇÕES DOS ABAIXO-ASSINADOS ESTIVEREM DE ACORDO COM OS COMPROMISSOS IMPLÍCITOS NOS "PRINCÍPIOS FUNDAMENTAIS DO GRUPO", E POR ELES ACEITOS.

— K.H.

APROVADO.

M.

O CAMINHO DO DISCIPULADO

CARTA VP

O processo de autopurificação não é obra de um momento, nem de poucos meses, mas de anos — na verdade, estendendo-se por uma série de vidas.

Quanto mais tarde um homem começa a viver a vida superior, mais longo deve ser seu período de provação, pois ele tem de desfazer os efeitos de um longo número de anos gastos em objetivos diametralmente opostos à meta real.

Quanto mais intensos os esforços de alguém e mais brilhante o resultado de seu trabalho, mais perto ele chega do Limiar.

Se sua aspiração é genuína — uma convicção firmada e não um lampejo sentimental do momento — ele transfere de um corpo para outro a determinação que finalmente o conduz à realização de seu desejo.

B . . . S . . .

viu-me em meu próprio corpo físico e pode indicar o caminho a outros.

Ele tem trabalhado desinteressadamente por seus semelhantes através da Sociedade Teosófica e está recebendo sua recompensa, embora possa nem sempre notá-la. K. H. CARTA VII

Na primavera passada — 3 de março — você me escreveu uma carta e a confiou a "Ernest".

Embora o papel em si nunca tenha chegado até mim — nem era provável que chegasse, considerando a natureza do mensageiro — seu conteúdo chegou.

Não respondi na ocasião, mas enviei-lhe um aviso por meio de Upasika. Nessa sua mensagem, foi dito que, desde que leu Esot. Bud. e Ísis, seu "grande desejo era colocar-se sob mim como chela, para que pudesse aprender mais". Compreendo pelo Sr. S. "da verdade", você continuou, "que seria quase impossível tornar-se chela sem ir para a Índia." Você esperava poder fazer isso em alguns anos, embora por ora laços de gratidão o obriguem a permanecer neste país, etc.

Agora respondo ao acima exposto e às suas outras perguntas.

(1) Não é necessário que alguém esteja na Índia durante os sete anos de provação.

Um chela pode passá-los em qualquer lugar.

(2) Aceitar qualquer homem como chela não depende de minha vontade pessoal.

Só pode ser o resultado do mérito pessoal e dos esforços de alguém nessa direção.

Force qualquer um dos "Mestres" que você porventura escolher; faça boas obras em nome dele e por amor à humanidade; seja puro e resoluto no caminho da retidão (conforme estabelecido em nossas regras); seja honesto e desinteressado; esqueça-se de si mesmo apenas para lembrar do bem dos outros — e você terá forçado esse "Mestre" a aceitá-lo.

Isso basta quanto aos candidatos durante os períodos de progresso ininterrupto de sua Sociedade.

Há, no entanto, algo mais a ser feito quando a Teosofia, a Causa da Verdade, está, como no momento presente, em sua luta pela vida ou pela morte diante do tribunal da opinião pública — esse tribunal o mais leviano, cruel, preconceituoso e injusto de todos os tribunais.

Há também o carma coletivo da casta a que pertences a ser considerado.

É inegável que a causa que tens no coração está agora sofrendo devido às sombrias intrigas, à vil conspiração do clero cristão e dos missionários contra a Sociedade.

Eles não hesitarão diante de nada para arruinar a reputação dos Fundadores.

Estás disposto a expiar os pecados deles? Então vai a Adyar por alguns meses.

"Os laços de gratidão" não serão rompidos, nem mesmo enfraquecidos, por uma ausência de poucos meses, se o passo for explicado de forma plausível a teu parente.

Aquele que desejaria encurtar os anos de provação tem de fazer sacrifícios pela Teosofia.

Empurrada por mãos malévolas à beira de um precipício, a Sociedade necessita de todo homem e mulher fortes na causa da verdade.

É praticando ações nobres, e não determinando que elas sejam feitas, que se colhem os frutos das ações meritórias.

Como o "verdadeiro homem" de Carlyle, que não se deixa seduzir pela comodidade, "a dificuldade, a abnegação, o martírio, a morte são os atrativos que agem" durante as horas de provação no coração de um verdadeiro chela.

Perguntas-me: "Que regras devo observar durante este tempo de provação, e quão cedo poderia ousar esperar que ele começasse." Respondo: tens em tuas próprias mãos a formação de teu futuro, como mostrado acima, e a cada dia podes tecer a sua trama.

Se eu te dissesse que deves fazer uma coisa ou outra, em vez de simplesmente aconselhar, eu seria responsável por todo efeito que pudesse advir do passo, e adquiririas apenas um mérito secundário.

Pensa, e verás que isto é verdade.

Lança, pois, a sorte tu mesmo no colo da Justiça, sem jamais temer que sua resposta seja absolutamente verdadeira.

O chelado é um estágio educacional tanto quanto probatório, e somente o chela pode determinar se terminará em adeptado ou em fracasso.

Chelas, por uma ideia equivocada de nosso sistema, com demasiada frequência ficam a observar e esperar por ordens, desperdiçando tempo precioso que deveria ser ocupado com esforço pessoal.

Nossa causa necessita de missionários, devotos, agentes, talvez até mártires.

Mas não pode exigir de nenhum homem que se faça qualquer um deles.

Agora, pois, escolhe e assume teu próprio destino — e que a memória de nosso Senhor, o Tathagata, te ajude a decidir pelo melhor.

K. H.

CARTA VIII

Uma vez que tua intuição te conduziu na direção certa e te fez compreender que era meu desejo que fosses imediatamente a Adyar, posso dizer mais.

Quanto mais cedo fores a Adyar, melhor.

Não percas um dia a mais do que puderes evitar.

Embarca no dia 5, se possível.

Une-te à Upasika em Alexandria.

Que ninguém saiba que vais, e que a bênção de nosso Senhor e minha pobre bênção te protejam de todo mal em tua nova vida.

Saudações a ti, meu novo chela.

K. H.

CARTA IX

Não suspires pelo Chelado, não persigas aquilo cujos perigos e dificuldades te são desconhecidos.

Verdadeiramente, muitos são os chelas que se oferecem a nós, e tantos falharam este ano quantos foram aceitos em probação.

O Chelado desvela o homem interior e faz emergir tanto a virtude adormecida quanto o vício adormecido.

O vício latente gera pecados ativos e é frequentemente seguido de insanidade.

Lança um olhar ao redor, investiga em Bareilly e Cawnpore, e julga por ti mesmo.

Sê puro, virtuoso, e leva uma vida santa, e serás protegido.

Mas lembra-te: aquele que não é puro como uma criança pequena melhor faria em deixar o Chelado de lado.

Proibi na Sede Central o envio de quaisquer cartas a mim.

K. H.

P.S. — O processo de autopurificação não é obra de um momento, nem de poucos meses, mas de anos, e até mesmo de uma série de vidas.

Quanto mais tarde um homem começa a viver a vida superior, mais longo deve ser seu período de probação.

Pois ele tem de desfazer os efeitos de um longo número de anos gastos em objetivos diametralmente opostos à meta real.

CARTA X

Aquele que se condena em sua própria estimativa e de acordo com o código de honra reconhecido e corrente, para salvar uma causa digna, pode um dia descobrir que alcançou por meio disso suas mais elevadas aspirações.

O egoísmo e a falta de autossacrifício são os maiores impedimentos no caminho do adeptado.

K. H.

CARTA XI

Meus chelas nunca devem duvidar, nem suspeitar, nem prejudicar nossos agentes por pensamentos impuros.

Nossos modos de ação são estranhos e incomuns, e com demasiada frequência passíveis de criar suspeita.

Esta última é uma armadilha e uma tentação.

Feliz é aquele cujas percepções espirituais sempre sussurram a verdade a ele. Julga os diretamente concernidos conosco por essa percepção, não de acordo com tuas noções mundanas das coisas.

K. H.

ÍNDIA E O MOVIMENTO TEOSÓFICO

CARTA XII

Não rebaixes a verdade forçando-a sobre mentes relutantes.

Não busques obter ajuda daqueles cujos corações não são patriotas o bastante para trabalharem desinteressadamente pelo bem de seus compatriotas.

"Que bem podemos fazer?" — pergunta-se.

"Que benefício podemos conferir à humanidade, ou mesmo ao nosso próprio país?" Patriotas mornos, verdadeiramente, são eles.

Diante de seu país perecendo em sua nacionalidade por falta de vitalidade e da infusão de forças novas, o patriota agarra-se a um fio de esperança.

Mas há verdadeiros patriotas em Bengala? Se houvesse muitos, teríamos vos enviado para cá antes; dificilmente teríamos permitido que permanecêsseis três anos na Índia sem visitar Calcutá, a cidade de grandes intelectos e — sem corações.

Podeis ler isto para eles.

K. H.

CARTA XIII

Não vos esqueçais de que todos os bons resultados que estão reservados para a nossa Índia... são todos devidos aos esforços individuais dela [H. P. B.].

Dificilmente podereis demonstrar-lhe respeito e gratidão suficientes, ou mais do que ela merece... Tereis de impressioná-los cuidadosamente com o senso da posição exaltada que ela deveria — se é que não o faz — ocupar entre aqueles hindus que permaneceram fiéis ao Passado, não se importam com o Presente e trabalham apenas para o Futuro, que será grande e glorioso se ela for apenas apoiada e ajudada por eles.

K. H.

CARTA XIV

Efeitos do ciclo: o Sr. Sinnett foi notificado por seus Proprietários para deixar o cargo de Editor em 12 meses, por apoiar os nativos e por ser teosofista.

A menos que um capitalista nativo surja para fundar um jornal rival — um que esmague o Pioneer — com o Sr. Sinnett como editor, desesperarei da Índia, de fato.

O acima é segredo confiado à vossa honra.

Mas escreverei a Norendro N.S. e terei uma conversa com ele sobre o assunto.

Até então — nem uma palavra.

K. H.

CARTA XV

Volte-se para o número de 7 de agosto e leia com atenção o artigo "Índia Indo-Britânica". Pensa você que o Editor o teria jamais escrito se lhe restassem apenas o conhecimento e os sentimentos amistosos dos hindus — vossos e meus compatriotas? E pensais que uma série de tais artigos, em um jornal tão (até então) conservador, escritos por um homem tão altivo, embora ao mesmo tempo tão nobre e tão justo, não faria bem a ninguém? Tal é o primeiro fruto político da Sociedade à qual tendes a honra de pertencer. E, em vez de duvidar, agradecei ao céu, se tendes um coração patriótico pulsando em vosso peito, que ainda restam alguns "Irmãos" para a Índia, para velar por seus interesses e protegê-la nas horas de perigo; pois, em seu egoísmo que cresce a cada hora, nenhum de seus filhos parece jamais lembrar que têm uma MÃE — degradada, caída e pisoteada sob os pés de todos, de conquistadores e ainda dos conquistados — uma MÃE.

Cuidado... A dúvida é um câncer perigoso.

Começa-se por duvidar de um pavão e acaba-se por duvidar de

CARTAS DE KOOT HOOMI DE CONSELHO PESSOAL CARTA XVI

VENHO a vós não apenas por minha própria vontade e desejo, mas também por ordem do Maha Chohan, para cuja visão o futuro jaz como uma página aberta.

Em Nova York exigistes de M. uma prova objetiva de que sua visita a vós não era uma maya, e ele a deu sem que fosse pedida; dou-vos a presente prova, embora eu passe de vossa vista; esta nota será para vós a lembrança de nossas conferências.

Agora vou ao jovem Sr. Brown para testar sua intuitividade.

Amanhã à noite, quando o acampamento estiver tranquilo e as piores emanações de vossa audiência tiverem passado, visitar-vos-ei novamente para uma conversa mais longa, pois deveis ser prevenido contra certas coisas no futuro.

Não temais e não duvideis como temestes e duvidastes no jantar de ontem à noite: o primeiro mês do próximo ano de vossa era mal terá amanhecido quando mais dois dos "inimigos" terão passado.

Sede sempre vigilante, zeloso e criterioso; pois lembrai-vos de que a utilidade da Sociedade Teosófica depende em grande parte de vossos esforços, e que as bênçãos dos "Fundadores" acompanham seu sofrimento e todos aqueles que ajudam em sua obra.

K. H.

CARTA XVII

Vigiai pelo sinal: preparai-vos para seguir o mensageiro que virá por vós.

K. H.

CARTA XVIII

Além de pedir que digais... que recebi

Recebi todas as suas cartas (a de 15 de fevereiro inclusive), mas não tive nem um momento de tempo para lhe responder. Não tenho nada de natureza "comissão" para você executar em Londres.

Isso, naturalmente, é da alçada de M., e ele, sob as ordens do Maha-Chohan, deixou-lhe a mais ampla discrição, na plena certeza de que você defenderá a política da Sociedade.

Se você recordar nossa conversa da segunda noite em Lahore, observará que tudo aconteceu em Londres como foi predito.

Sempre houve, naquela direção, potencialidades latentes de destruição, bem como de natureza construtiva, e os melhores interesses de nosso movimento exigiam que tudo viesse à superfície.

Como diriam seus encantadores novos amigos de Nice, que frequentam Monte Carlo e os círculos de jogo, os jogadores agora têm *cartes sur table*.

Aqueles que têm estado tão perplexos e confusos com nossa política em relação à Loja de Londres compreenderão melhor sua necessidade quando se tornarem mais familiarizados com a muito oculta arte de extrair as capacidades e propensões ocultas dos principiantes no estudo oculto.

Não se surpreenda com nada que possa ouvir de Adyar, nem se desencoraje.

É possível — embora tentemos evitá-lo dentro dos limites do carma — que você tenha grandes aborrecimentos domésticos a atravessar.

Você abrigou um traidor e um inimigo sob seu teto por anos, e o partido missionário está mais do que pronto para aproveitar qualquer ajuda que ela possa ser induzida a dar.

Uma conspiração regular está em andamento. Ela está enlouquecida pelo aparecimento do Sr. Lane Fox e pelos poderes que você concedeu ao Conselho de Controle.

Temos realizado alguns fenômenos em Adyar desde que H. P. B. deixou a Índia, para proteger Upasika dos conspiradores.

E agora aja com discrição, conforme suas instruções, confiando antes em suas anotações do que em sua memória.

K. H.

'                         CARTA XIX                         A HENRY OLCOTT

Novamente, ao se aproximar de Londres, tenho uma ou duas palavras a lhe dizer.

Sua impressionabilidade é tão mutável que não devo depender inteiramente dela neste momento crítico.

Naturalmente, você sabe que as coisas foram levadas a um ponto tão crítico que tornaram necessária a presente viagem, e que a inspiração para realizá-la veio a você, e, para permiti-la, aos Conselheiros, de fora.

Imponha toda a contenção necessária aos seus sentimentos, para que possa fazer a coisa certa neste imbróglio ocidental.

Observe suas primeiras impressões.

Os erros que você comete provêm da falha em fazer isto.

Não permita que suas predileções, afeições, suspeitas ou antipatias pessoais afetem sua ação.

Mal-entendidos cresceram entre companheiros tanto em Londres quanto em Paris, o que põe em perigo os interesses do movimento.

Dirão a você que o principal originador da maioria, se não de todas, essas perturbações é H. P. B. Isso não é assim; embora sua presença na Inglaterra tenha, naturalmente, uma parcela nelas.

Mas a maior parcela recai sobre outros, cuja serena inconsciência de seus próprios defeitos é muito marcante e muito censurável.

Um dos efeitos mais valiosos da missão de Upasika é que ela leva os homens ao autoestudo e destrói neles a servilidade cega por pessoas.

Observe seu próprio caso, por exemplo.

Mas sua revolta, bom amigo, contra sua "infalibilidade" — como você outrora a considerou — foi longe demais, e você foi injusto com ela, pelo que, lamento dizer, terá de sofrer no futuro, juntamente com outros.

Agora mesmo — no convés, seus pensamentos sobre ela eram sombrios e pecaminosos, e por isso considero o momento oportuno para colocá-lo em guarda.

Tente remover tais equívocos como você encontrar, por meio de gentil persuasão e um apelo aos sentimentos de lealdade à Causa da verdade, se não a nós. Faça todos esses homens sentirem que não temos favoritos, nem afeições por pessoas, mas apenas por seus bons atos e pela humanidade como um todo.

Mas empregamos agentes — os melhores disponíveis.

Desses, nos últimos trinta anos, o principal tem sido a personalidade conhecida como H. P. B. para o mundo (mas de outro modo para nós). Imperfeita e muito problemática, sem dúvida, ela se mostra para alguns; no entanto, não há probabilidade de encontrarmos uma melhor nos próximos anos, e seus teosofistas devem ser levados a compreender isso. Desde 1885, não escrevi, nem fiz escrever, exceto por meio de sua agência, direta ou remota, uma carta ou linha a qualquer pessoa na Europa ou na América, nem me comuniquei oralmente com, ou através de qualquer terceiro.

Os teosofistas devem aprender isso. Você compreenderá mais tarde o significado desta declaração, portanto guarde-a em mente.

Sua fidelidade ao nosso trabalho sendo constante, e seus sofrimentos tendo recaído sobre ela através dele, nem eu nem qualquer um de meus Irmãos Associados a desertaremos ou a substituiremos.

Como já observei uma vez antes, a ingratidão não está entre os nossos vícios.

Convosco, as nossas relações são diretas e têm sido, com as raras exceções que conhece, como a presente, no plano psíquico, e assim continuarão por força das circunstâncias.

Que sejam tão raras — é culpa vossa, como vos disse na minha última.

Para ajudar-vos na vossa presente perplexidade, H. P. B. quase não tem preocupação com detalhes administrativos, e deve ser mantida afastada deles, tanto quanto a sua forte natureza possa ser controlada.

Mas isto deveis dizer a todos: com assuntos ocultos ela tem tudo a ver. Não a abandonamos.

Ela não foi entregue aos chelas.

Ela é a nossa agente direta.

Adverti-vos contra permitir que as vossas suspeitas e ressentimento contra "as suas muitas tolices" influenciem a vossa lealdade intuitiva para com ela.

No ajuste deste assunto europeu, tereis duas coisas a considerar — o externo e administrativo, e o interno e psíquico.

Mantende o primeiro sob o vosso controle e o dos vossos associados mais prudentes, conjuntamente; deixai o último a ela.

Ficais livre para conceber os detalhes práticos com a vossa habitual engenhosidade.

Apenas tende cuidado, digo, em discernir quando alguma interferência emergente dela em assuntos práticos vos for referida em apelo, entre aquilo que é meramente exotérico na origem e aquilo que, começando nos efeitos práticos, tende a gerar consequências no plano espiritual.

Quanto ao primeiro, sois o melhor juiz; quanto ao último, ela.

Também notei os vossos pensamentos sobre a "Doutrina Secreta". Ficai certo de que o que ela não anotou de obras científicas e outras, nós lhe demos ou sugerimos.

Cada erro ou noção equivocada, corrigida e explicada por ela a partir das obras de outros teosofistas, foi corrigida por mim ou sob a minha instrução.

É uma obra mais valiosa que a sua predecessora, um epítome de verdades ocultas que a tornará uma fonte de informação e instrução para o estudante sério por longos anos vindouros.

P. S. ... está em grande angústia mental mais uma vez, por causa do meu longo silêncio, não tendo desenvolvido uma intuição clara [como poderia ele, após a vida que tem levado?]. Ele teme ser abandonado, quando na verdade não foi perdido de vista por um único momento.

Dia após dia ele está fazendo o seu próprio registro no "Ashram", noite após noite recebendo instruções adequadas às suas capacidades espirituais.

Ele cometeu erros ocasionais, e.g., um recentemente, ao ajudar a expulsar da sede central alguém que merecia tratamento mais caridoso, cuja falta era resultado de ignorância e fraqueza psíquica, mais do que de pecado, e que foi vítima de um homem forte.

Relate a ele, quando retornar, a lição que A lhe ensinou em Bombaim, e diga ao meu dedicado, embora equivocado, "filho" que foi muito teosófico dar-lhe proteção, muito antiteosófico e egoísta afastá-la.

Desejo que você assegure aos outros — T.T., R.A.M., N.N.S., N.D.C., I.N.C., U.U.B., T.V.C., P.V.S., N.B.C., C.S., C.W.L., D.N.G., D.H., S.N.C., etc., entre os demais, sem esquecer os outros verdadeiros trabalhadores na Ásia — que a corrente do Karma está sempre nos seguindo, e nós, assim como eles, devemos conquistar nosso caminho rumo à libertação.

Houve provações amargas no passado; outras vos aguardam no futuro.

Que a fé e a coragem que vos sustentaram até agora perdurem até o fim.

É melhor não mencionar esta carta a ninguém por enquanto — nem mesmo a H.P.B., a menos que ela mesma fale com você sobre isso.

Haverá tempo suficiente quando você vir a ocasião surgir.

Ela lhe é dada apenas como um aviso e um guia; aos outros, apenas como um aviso, pois você pode usá-la com discrição, se necessário. K. K.

Prepare-se, contudo, para que a autenticidade da presente seja negada em certos círculos.

CARTA XX

TENHO observado seus muitos pensamentos.

Tenho observado sua evolução silenciosa e os anseios de sua alma interior; e, uma vez que seu compromisso me permite fazê-lo, tendo algumas coisas a lhe dizer sobre você e aqueles que você ama — aproveito a oportunidade, uma das últimas que há para escrever-lhe diretamente, para dizer algumas palavras.

Você sabe, é claro, que, uma vez esgotada a aura de H. P. B. na casa, você não poderá mais receber cartas minhas. Quero que você conheça a situação tal como agora se apresenta.

Sua lealdade à causa lhe dá direito a isso.

Primeiro, sobre sua amiga... Pobre criança!

Ao colocar tão constantemente sua personalidade acima e além de seu Eu interior e melhor — embora ela não o saiba — ela fez tudo o que pôde na última semana para separar-se de nós para sempre.

Contudo, tão pura e genuína ela é que estou pronto a deixar uma fresta na porta que ela bate inconscientemente em seu próprio rosto, e aguardar o despertar completo dessa natureza honesta, quando quer que esse tempo chegue.

Ela é sem artifício ou malícia; inteiramente verdadeira e sincera, mas às vezes bastante falsa consigo mesma.

Como ela diz, os seus caminhos não são os nossos caminhos, nem pode compreendê-los.

A sua personalidade impondo-se tão fortemente nas suas ideias sobre o que é apropriado, ela certamente não pode entender os nossos atos no nosso plano de vida.

Dize-lhe com toda a bondade que, se H. P. B. (como exemplo) esteve errada ontem à noite — como ela sempre está, do ponto de vista ocidental, nos seus eternos impulsos naturais aparentemente tão rudes e indelicados — ela o fez, afinal, por ordem direta do seu Mestre.

Ela nunca para um momento sequer para considerar a conveniência das coisas quando se trata de cumprir tais ordens.

Aos vossos olhos, a porção civilizada e culta da humanidade, isso é o pecado imperdoável; aos nossos olhos — isto é, dos asiáticos incultos — é a maior virtude; pois antes de isso se tornar nela um hábito, ela costumava sofrer na sua natureza ocidental e o realizava como autossacrifício da sua reputação pessoal.

Mas, se ela estava errada, também não estava certa.

. . .

Ela permitiu que o seu orgulho feminino e a sua personalidade — que estavam inteiramente fora de questão, de qualquer modo fora dos pensamentos de H. P. B. — se misturassem e predominassem numa questão de pura regra e disciplina.

e estavam mais . . . . . . . . . . . . a serem culpados do que qualquer um dos dois.

Deveis lembrar que ambos se colocaram voluntariamente à parte da sociedade mundana . . . ;

para um objetivo específico; e para não dizer nada sobre a decência ou indecência relativa de qualquer costume social de qualquer país, há regras de conduta que controlam os chelas e das quais não se pode desviar no mais mínimo grau.

Rogo-vos que useis a vossa influência com ela, se desejais o bem dela, para que o livro dela seja publicado antes do ano de 1885. Dizei-lhe também, já que ela se separou de mim, que ela terá, a seu tempo, a ajuda do Adepto que escreve histórias com H. P. B. Contudo, já que novelas a interessam mais do que a metafísica, ela não precisa, por enquanto, da ajuda de ... .

Ele certamente é mais necessário em Londres . . .

Tendo ouvido a vossa conversa com H. P. B. na noite da chegada dela, posso dizer que estais certo.

À vossa idosa mãe, que trilhou convosco muitos caminhos pedregosos de crença e experiência desde a vossa infância, deveis um grande dever.

Não uma obediência cega e injusta, cujas consequências podem ser muito prejudiciais para ela assim como para vós; mas uma assiduidade dedicada e um auxílio amoroso para desenvolver as suas intuições espirituais e prepará-la para o futuro.

Muitas cruzes e tristezas domésticas deixaram suas cicatrizes sangrentas em seu coração... Ela e você ganharam recompensas felizes por sua bondade para com nossos mensageiros, e o Karma não as esquecerá.

Mas olhe para o futuro; veja que a contínua execução do dever sob a orientação de uma Intuição bem desenvolvida mantenha o equilíbrio bem ajustado.

Ah! Se seus olhos estivessem abertos, você poderia ver uma tal perspectiva de bênçãos potenciais para vocês mesmos e para a humanidade, latente no germe do esforço da hora presente, que incendiaria suas almas com alegria e zelo!

Esforçai-vos em direção à Luz, todos vós, bravos guerreiros pela Verdade, mas não deixeis que o egoísmo penetre em vossas fileiras; pois é somente o egoísmo que escancara todas as portas e janelas do Tabernáculo interior e as deixa sem fechar.

A ti pessoalmente, criança, que lutas através das trevas para a Luz, eu diria que o Caminho nunca está fechado; mas na proporção dos erros anteriores de alguém, tanto mais difícil é encontrá-lo e trilhá-lo.

Aos olhos dos Mestres, ninguém é jamais "totalmente condenado". Assim como a joia perdida pode ser recuperada do próprio lodo do fundo do tanque, também o mais abandonado pode arrancar-se da lama do pecado, se apenas a preciosa Gema das Gemas, o cintilante germe do Atma, for desenvolvida.

Cada um de nós deve fazer isso por si mesmo; cada um pode, se tão somente quiser e perseverar.

Boas resoluções são imagens pintadas pela mente de boas ações: fantasias, devaneios, sussurros do Buddhi ao Manas. Se as encorajarmos, elas não se desvanecerão como a miragem que se dissolve no deserto de Shamo, mas crescerão cada vez mais fortes até que a vida inteira de alguém se torne a expressão e a prova externa do divino motivo interior.

Vossos atos no passado foram o fruto natural de um ideal religioso indigno, o resultado de uma compreensão equivocada e ignorante.

Eles não podem ser obliterados, pois estão indelévelmente gravados no registro do Karma, e nem lágrimas nem arrependimento podem apagar a página.

Mas você tem o poder de mais do que redimi-los e equilibrá-los por meio de ações futuras.

Ao seu redor há conhecidos, amigos e associados — dentro e fora da S.T. — que cometeram as mesmas faltas, e até mais graves, pela mesma ignorância.

Mostre-lhes as consequências terríveis disso, aponte-lhes a Luz, conduza-os ao Caminho, ensine-os, seja um missionário do amor e da caridade; assim, ajudando os outros, conquiste a sua própria salvação.

Há inúmeras páginas do seu registro ainda por escrever; em branco e imaculadas elas estão até agora.

Filho da sua raça e do seu tempo, empunhe a pena de diamante e inscreva nelas a história de nobres feitos, dias bem vividos, anos de santo esforço.

Assim você abrirá caminho sempre para cima, aos planos superiores da consciência espiritual.

Não tema, não desfaleça, seja fiel ao ideal que agora você vê apenas vagamente.

Você tem muito a desaprender.

Os preconceitos estreitos do seu povo o prendem mais do que você suspeita.

Eles o tornam intolerante, como ontem à noite, diante das pequenas ofensas de outros contra os seus padrões artificiais de decoro, e o dispõem a perder de vista o essencial.

Você ainda não é capaz de apreciar a diferença entre pureza interior e "cultura exterior". Se os "Mestres" o julgassem pelos seus próprios cânones sociais, onde você estaria? A própria Sociedade, cujas regras hipócritas de decoro você defende com tanto ardor, é uma massa ulcerante de brutalidade sob uma casca de decência.

Da sua intolerância ignorante e malévola você apela a nós, porque a sua intuição lhe diz que eles não lhe farão justiça.

Aprenda então a olhar os homens além da superfície, e a não condenar nem confiar pelas aparências.

Tente, filho.

Espere, e receba a minha bênção.

K. H.

CARTA XXI

TENHO prazer em atender, ao menos em parte, ao seu pedido.

Bem-vindo ao território do nosso Príncipe da Caxemira.

Na verdade, a minha terra natal não está tão longe que eu não possa assumir o papel de anfitrião.

Você agora não está apenas no limiar do Tibete, mas também de toda a sabedoria que ele contém.

Depende de você o quanto penetrará em ambos, um dia.

Que você mereça as bênçãos dos nossos Chohans.

K. H.

CARTA XXII

EU LHE disse, por meio de D., para ter paciência quanto à realização do seu desejo.

Disso você deve entender que ele não pode ser atendido por várias razões.

Em primeiro lugar, seria uma grande injustiça para com o Sr. S., que, após três anos de trabalho devotado à Sociedade, lealdade a mim e à causa, pediu uma entrevista pessoal e foi recusado.

Depois, estive em Mysore há uma semana, e onde deixei

Você não pode vir, pois estou em minha jornada e cruzarei no final de minhas viagens para a China e de lá para casa.

Em sua última turnê, foram-lhe dadas tantas oportunidades por várias razões — nós não fazemos tanto [ou tão pouco, como preferir] nem mesmo para nossos Chelas, até que, se alcançarem certo estágio de desenvolvimento que não mais exija uso e abuso de poder para comunicar-se com eles.

Se um oriental, especialmente um hindu, tivesse sequer metade de um vislumbre, uma única vez, do que você teve, considerar-se-ia abençoado por toda a sua vida.

Seu atual pedido repousa inerentemente sobre a queixa de que você não consegue escrever com o coração pleno, embora perfeitamente convencido de si mesmo, de modo a não deixar espaço para dúvida nas mentes de seus compatriotas.

Pode, por favor, propor algum teste que seja uma prova completa e perfeita para todos? Você sabe que resultados se seguiriam se lhe fosse permitido ver-me aqui da maneira sugerida por você e você relatasse esse evento à imprensa inglesa? Acredite em mim, seriam desastrosos para você.

Todos os efeitos malignos e sentimentos negativos que esse passo causaria recairiam sobre você e atrasariam seu próprio progresso por um tempo considerável, e nenhum bem adviria.

Se tudo o que você disse era imperfeito em si mesmo, isso se deveu a causas anteriores.

Você me viu e me reconheceu duas vezes à distância, soube que era eu e não outro; o que mais deseja? Se, após visitar o Cel. Olcott, passei ao seu quarto e minha voz e palavras pronunciaram — "Agora você me vê diante de você em carne e osso" — olhe e certifique-se de que sou eu — isso falhou em impressioná-lo, e quando a carta colocada em sua mão finalmente o despertou, mas falhou novamente em fazê-lo virar o rosto, seu nervosismo paralisando-o por um momento, a culpa é certamente sua, não minha.

Eu não tinha o direito de agir sobre você fenomenalmente ou de psicologizá-lo.

Você não está pronto, isso é tudo.

Se você é sincero em suas aspirações, se tem ao menos uma centelha de intuição em você, se sua educação de advogado é completa o suficiente para permitir-lhe colocar os fatos em sua sequência adequada e apresentar seu caso tão fortemente quanto você, em seu íntimo, acredita que ele seja, então você tem material suficiente para apelar a qualquer intelecto capaz de perceber o fio contínuo sob a série de seus fatos.

Para o benefício apenas dessas pessoas você deve escrever, não para aqueles que não estão dispostos a abandonar seus preconceitos e precondições para a obtenção da verdade, de qualquer fonte que ela venha.

Não é nosso desejo convencer estes últimos, pois nenhum fato ou explicação pode fazer um cego ver.

Além disso, nossa existência se tornaria extremamente intolerável, se não impossível, caso todas as pessoas fossem indiscriminadamente convencidas.

Se você não pode fazer nem mesmo isto

a partir do que sabe, então nenhuma quantidade de evidência jamais o capacitará a fazê-lo. Você pode dizer com verdade e como homem de honra: "Eu

vi e reconheci meu Mestre, fui abordado por ele e até tocado." O que mais você desejaria? Qualquer coisa além disso é impossível por enquanto.

Jovem amigo, estude e prepare-se e, especialmente, domine seu nervosismo.

Aquele que se torna escravo de qualquer fraqueza física nunca se torna senhor nem mesmo dos poderes inferiores da natureza.

Seja paciente, contente-se com pouco e nunca peça mais do que esperaria obter. Minha

influência estará sobre você, e isto deveria torná-lo calmo e resoluto.

CARTA XXIII

"Persevere e, esteja você no caminho certo ou não — se for sincero, terá sucesso, pois eu o ajudarei.

Seu país precisa de ajuda, e você possui esse poder de mente que é o elemento da grandeza e que em você deve se manifestar na firme resolução com a qual você pode avançar em direção ao seu objetivo através de todos os obstáculos e superando toda oposição.

Tente e você terá sucesso.

K H.

CARTA XXIV

Então, você realmente imaginou, quando lhe foi permitido chamar-se meu chela — que as negras memórias de suas ofensas passadas estavam ocultas do meu conhecimento, ou que eu as conhecia e ainda assim perdoava? Você imaginou que eu as tolerava? Tolo...! Três vezes tolo!

Foi para ajudar a salvá-lo do seu Ser mais vil, para despertar em você aspirações melhores; para fazer com que a voz da sua "alma" ofendida fosse ouvida; para dar-lhe o estímulo para fazer alguma reparação... — somente por estas razões sua prece para tornar-se meu chela foi concedida.

Somos agentes da Justiça, não lictores insensíveis de um deus cruel.

Por mais vil que você tenha sido, por mais ignobilmente que tenha usado mal seus talentos, por mais cego

que tenha sido às reivindicações da gratidão,

da virtude e da equidade, você ainda possui em si as qualidades de um homem bom (adormecidas, de fato, até agora!) — e de um chela útil.

Mas por quanto tempo suas relações conosco continuarão — depende somente de você.

Você pode lutar para sair do lamaçal, ou deslizar de volta para as profundezas do vício e da miséria agora inconcebíveis para sua imaginação. . . Lembre-se, . . . . . que você está diante do seu Atma, que é o seu juiz, e que nenhum sorriso, nem falsidade, nem sofismas podem enganar.

Até agora você teve apenas fragmentos de bilhetes meus e não me conhecia agora;

você me conhece melhor, pois sou eu que o acuso diante de sua consciência despertada.

Você não precisa fazer promessas de lábios para // mim, nem confissões pela metade.

Embora você . . .

derrame oceanos de lágrimas e se prostre no pó, isso não moverá um fio de cabelo a balança da Justiça.

Se você quiser recuperar o terreno perdido, faça duas coisas: faça a mais ampla e completa reparação e ao . . . .

bem da humanidade dedique suas energias, . . .

Procure preencher a medida de cada dia com pensamentos puros, palavras sábias, ações bondosas.

Eu não

vou ordenar, nem mesmerizar, nem influenciá-lo.

Mas invisível e quando você talvez tenha chegado — como tantos outros — a desacreditar na minha existência, observarei sua carreira e simpatizarei com suas lutas.

Se você sair

vitorioso ao final de sua provação, serei o mais pronto a recebê-lo.

E agora há dois caminhos diante de você, escolha! Quando tiver escolhido, pode consultar seu superior oficial visível — H. S. Olcott, e eu

instruirei ele através de seu Guru para guiá-lo e encaminhá-lo. . .

Você aspira a ser um missionário da teosofia;

seja um — você pode ser um de fato.

Mas, em vez de sair pregando com um coração e uma vida que desmentem suas profissões, invoque o relâmpago para que cada palavra o fulmine, pois [isso] se tornará seu futuro acusador.

Vá e consulte o Cel.

Olcott — confesse suas faltas diante desse bom homem — e busque seu conselho.

K. H. CARTA XXV Para H. R.

De alguém que sempre velará e o protegerá se ele seguir no caminho do dever para com seu país e retidão para com seus Irmãos,

K. H. CARTAS SOBRE D. M. K. CARTA XXVI

Damodar, quero que você faça com que isso seja seguido pela declaração de Subram.

Você pode tirar algo mais do Suplemento.

K. H. CARTA XXVII

Não se sinta tão abatido, meu pobre rapaz, não há necessidade disso.

Como o Sr. Sinnett corretamente diz em seu Budismo Esotérico, o progresso espiritual superior deve ser acompanhado pelo desenvolvimento intelectual em linha paralela.

Você agora tem as melhores oportunidades para fazer isso onde está trabalhando.

Por sua devoção e trabalho altruísta, você está recebendo ajuda, ainda que silenciosa. Seu tempo ainda não chegou.

Quando chegar, ser-lhe-á comunicado.

Até então, aproveite ao máximo a presente oportunidade favorável para melhorar-se intelectualmente enquanto desenvolve suas intuições.

Lembre-se de que nenhum esforço é jamais perdido e que, para um ocultista, não há passado, presente ou futuro, mas sempre um Eterno Agora.

Bênçãos.

K. H.

CARTA XXVIII «

D. tem, sem dúvida, muitos defeitos e fraquezas, como outros têm.

Mas ele é altruisticamente devotado a nós e à causa, e tem se tornado extremamente útil a Upasika.

Sua presença e assistência são indispensavelmente necessárias na Sede Central.

Seu eu interior não tem desejo de dominar, embora os atos exteriores, de vez em quando, adquiram essa coloração devido ao seu zelo excessivo, que ele traz indiscriminadamente para tudo, seja pequeno ou grande.

Deve-se, contudo, lembrar que, por mais inadequados que nossos "instrumentos" possam ser para nosso pleno propósito, eles são ainda os melhores disponíveis, pois são apenas a evolução dos tempos.

Seria muito desejável para nós ter melhores "médiuns" através dos quais atuar; e cabe aos benquerentes da Causa Teosófica o quanto trabalharão altruisticamente para auxiliá-la em sua obra superior e assim apressar a chegada do dia decisivo.

Bênçãos a todos os fiéis trabalhadores na Sede Central.

K. H.

CARTA XXIX «

O pobre rapaz teve sua queda.

Antes que pudesse estar na presença dos "Mestres", teve de passar pelas mais severas provações que um neófito jamais atravessou, para expiar as muitas ações questionáveis nas quais participara com zelo excessivo, trazendo desgraça sobre a ciência sagrada e seus adeptos.

O sofrimento mental e físico foi demais para seu frágil organismo, que ficou bastante prostrado, mas ele se recuperará com o tempo.

Isto deve servir de advertência para todos vocês.

Vocês acreditaram "não sabiamente, mas demasiadamente bem". Para destrancar os portões do mistério, vocês não devem apenas levar uma vida da mais estrita probidade, mas aprender a discernir a verdade da falsidade.

Vocês falaram muito sobre Karma, mas mal perceberam o verdadeiro significado dessa doutrina.

Chegou o momento em que deveis lançar o fundamento dessa conduta estrita — tanto no indivíduo quanto no corpo coletivo — que, sempre vigilante, guarda contra o engano consciente e também o inconsciente.

K. H. GERAL                            CARTA XXX*'

Meu Caro Irmão,      tenho de me desculpar pelo atraso em responder a várias de vossas cartas.

Estive muito ocupado com negócios inteiramente alheios às questões ocultas, e que tiveram de ser tratados da usual maneira seca e prosaica.

Além disso, não encontro muito a responder em vossas cartas.

Na primeira, notificais-me de vossa intenção de estudar a Filosofia Advaita com um "bom e velho Svami"!! O homem, sem dúvida, é muito bom; mas, pelo que deduzo de vossa carta, se ele vos ensinar algo que digais a mim, isto é, qualquer coisa que não seja um Princípio impessoal, sem pensamento e sem inteligência, a que chamam Parabrahm, então ele não vos estará ensinando o verdadeiro espírito dessa filosofia, pelo menos não sob seu aspecto esotérico.

Contudo, isso não é assunto meu.

Estais, naturalmente, livre para tentar aprender algo, já que parece que nada pudemos vos ensinar.

Somente, uma vez que dois professores de escolas diferentes — como os dois cozinheiros proverbiais em matéria de molho — só podem lograr tornar a confusão ainda mais confusa, creio que é melhor retirar-me inteiramente do campo de competição; pelo menos, até que vos considereis em melhor posição para compreender e apreciar nossos ensinamentos, como gentilmente o expressais. Somos tidos e descritos por algumas pessoas como nada melhores do que "tantrikas" refinados ou "cultos"? Bem, deveríamos sentir-nos gratos pelo adjetivo prefixado, pois teria sido igualmente fácil para nossos pretensos biógrafos chamar-nos de tantrikas não refinados.

Além disso, a maneira despreocupada com que nos notificais da comparação feita me faz confiar no fato de que sabeis pouco, se é que sabeis algo, sobre os professores dessa seita; caso contrário, dificilmente teríeis, como cavalheiro, dado margem a tal símile em vossas cartas.

Mais uma palavra será suficiente.

Os "tantrikas" — pelo menos a seita moderna, há mais de 400 anos — observam ritos e cerimônias cuja descrição adequada jamais será tentada pela pena de um de nossa Irmandade.

À luz dos europeus, o "caráter" para adeptos e ascetas parece tão indispensável quanto para criadas de servir.

Lamentamos não poder satisfazer, no presente, a curiosidade de nossos benfeitores quanto ao nosso real valor.

Não posso deixar passar despercebida a observação de que vossa falta de progresso se deveu ao fato de não vos ter sido permitido vir até nós e ser ensinado pessoalmente.

Tampouco ao senhor Sinnett foi concedido qualquer privilégio desse tipo, mais do que a vós.

No entanto, ele parece compreender perfeitamente bem tudo o que lhe é ensinado, e mesmo os poucos pontos obscuros sobre assuntos de natureza extremamente abstrusa lhe serão em breve esclarecidos.

Nunca tivemos "uma palavra de desavença" entre nós, nem mesmo entre ele e M., cuja franqueza em dizer o que pensa é muitas vezes bastante grande; e, já que trazeis novamente à baila a questão de nossa suposta identidade com o "O.G." — a questão dos tempos idos —, com vossa permissão, terei algumas palavras a dizer sobre isso.

Mesmo agora, confessais que não estais certo, que não podeis dizer se eu não sou D. ou um "Espírito do elevado plano oriental" (sendo este último, na verdade, uma honra, depois de ter sido suspeito de ser um tântrika); logo, pensais que eu "não posso honestamente estranhar" vossas dúvidas.

Não; não estranho nada, pois soube de tudo isso há muito tempo.

Algum dia isto e muito mais será por vós demonstrado objetivamente — sendo a prova subjetiva nenhuma prova —, pois fostes mais de uma vez suspeito de tomar meu conhecimento e minhas impressões sobre vós e outras pessoas e coisas no mundo exterior das cabeças de Olcott e da O.L.

Tende a bondade de considerar a seguinte lei, ao aludirdes a que eu tomo minhas ideias sobre vós "da cabeça da Velha Senhora, ou de Olcott, ou de qualquer outro". É um dito familiar que um casal bem-ajustado "cresce junto", de modo a chegar a uma estreita semelhança tanto nas feições quanto na mente.

Mas sabeis que entre adepto e chela, Mestre e Discípulo, forma-se gradualmente um vínculo mais estreito; pois a troca psíquica é regulada cientificamente; enquanto entre marido e mulher a natureza não assistida é deixada a si mesma.

Assim como a água de um tanque cheio flui para um vazio ao qual está conectada; e assim como o nível comum será, mais cedo ou mais tarde, alcançado conforme a capacidade do tubo de alimentação, assim também o conhecimento do adepto flui para o chela; e o chela atinge o nível do adepto segundo suas capacidades receptivas.

Ao mesmo tempo, o chela, sendo um indivíduo, uma evolução separada, transmite inconscientemente ao Mestre a qualidade de sua mentalidade acumulada.

O Mestre absorve o seu conhecimento e, se for questão de idioma que ele não conhece, o Mestre obterá as acumulações linguísticas do chela exatamente como elas são — expressões idiomáticas e tudo — a menos que ele se dê ao trabalho de peneirar e remodelar as frases ao usá-las.

Prova — M. .*. , que não sabe inglês e tem de usar a linguagem de Olcott ou da O.L.

Então você vê que é perfeitamente possível que Tie capture as ideias de H.P.B. ou de qualquer outro chela sobre você sem a intenção de lhe fazer qualquer injustiça; pois sempre que encontramos tais ideias — a menos que sejam triviais — nunca procedemos a julgar e proferir nossas sentenças meramente com base em tal luz emprestada, mas sempre averiguamos de forma independente e por nós mesmos se as ideias assim refletidas em nós estão certas ou erradas.

E agora algumas palavras sobre sua carta do dia 5 do mês passado.

Por maiores que sejam os serviços — no que diz respeito ao valor literário — prestados por Mr. . . ., o Presidente da . . . não fez, no entanto, absolutamente nada por sua Filial.

Você a deixou cair de seus pensamentos — para todos os efeitos práticos, meu caro irmão, desde o início.

Todas as suas energias foram dedicadas à compreensão de nossa filosofia, e ao conhecimento e às aquisições de nossas doutrinas secretas.

Você fez muito nessa direção e eu lhe agradeço de coração.

No entanto, nenhuma tentativa foi jamais feita para organizar sua Filial sobre uma base sólida; nem mesmo reuniões regulares foram realizadas, sob o pretexto de que não vos era permitido saber tudo — e vocês nada davam a seus companheiros.

E já que você diz apreciar a sinceridade, então direi mais.

Muitos dos membros da Filial que se queixaram . . . de que, dos únicos dois ingleses — homens de real educação e saber — que participavam ativamente do trabalho da Sociedade, o Presidente da . . . , embora deixasse muitas cartas sem resposta de membros leais e devotados à causa, e prestando pouca, se alguma, atenção à sua própria Filial, era conhecido por manter uma correspondência muito amigável com alguém que era pública e amplamente conhecido como o maior inimigo dos Fundadores, seu difamador e caluniador e opositor declarado da Sociedade.

Falo, como você já sabe, de... um homem que fez mais para prejudicar a Sociedade e a causa do que todos os... papéis juntos.

Em uma de suas últimas cartas, você me faz a honra de dizer que acredita firmemente que eu sou um "cavalheiro", incapaz de um ato pouco cavalheiresco.

No ano passado, durante uma Reunião do Conselho em sua sala de bilhar, e na presença de vários Teosofistas, quando, através de H.P.B., aconselhei você a oferecer... a renúncia, já que ele tinha uma opinião tão miserável dos Fundadores — você ficou muito indignado com a sugestão e declarou publicamente que eu "não era um cavalheiro". Essa pequena contradição e mudança de opinião não deve me impedir de lhe dizer novamente que, se... tivesse então e ali sido mostrada a necessidade de renunciar sob as regras 16 e 17, a causa não teria sofrido como sofreu, e ele próprio não teria aparecido sob a luz desprezível de (a) um traidor que quebra sua palavra de honra como Teosofista; (b) um homem mentiroso, deliberadamente contando falsidades; e (c) quando ele finalmente deixou a Sociedade, um difamador de pessoas inocentes.

O mal que ele fez, e as falsidades que contou, estão detalhados na... carta para mim que eu lhe envio.

O simples fato de ele ter acusado H.P.B., que o vira apenas uma vez em sua vida, e muito depois de ele ter se filiado, de ter confessado a ele que a Sociedade tinha um objetivo político, e que ela lhe pedira para fazer um programa político para ela, mostra a você o homem como um mentiroso.

Se ele tem uma carta nesse sentido de H.P.B., por que não a apresenta? Você pode, se quiser, considerar-me mais uma vez como não sendo um cavalheiro, mas quando li a carta que ele escreveu a você, na qual fala da desintegração da Sociedade e faz...

outras falsas sugestões, perguntei do fundo do meu coração como um homem de sua capacidade e discernimento, que se propõe a sondar aquilo que nenhum não-iniciado jamais sondou, poderia ter sido tão enganado por um homenzinho ambicioso e vaidoso que conseguiu tocar a corda certa em seu coração e toca nela desde então! Sim; ele foi outrora um homem honesto e sincero; ele tem algumas boas qualidades, que podem ser chamadas de qualidades redentoras; apesar de tudo isso, ele mostrou que para alcançar um objetivo e obter vantagem sobre aqueles que ele odeia mais do que os Fundadores, se possível, ele também poderia recorrer a mentiras e ações desonrosas.

Mas basta dele, que é mencionado aqui simplesmente em conexão com sua renúncia como Presidente da... Pois, quando o Chohan e M., após chamarem repetidamente minha atenção para o fato de que grande dano foi causado à causa por... difamações (e por sua ostentação de que era apoiado pelo... do... ele mesmo, a quem ele forçou a deixar aquela Sociedade de impostores e mitos), disseram-me que era chegada a hora de algo ser feito para deter tal estado de coisas, eu não tive senão que confessar que eles estavam certos e eu errado.

Fui eu, certamente, quem sugeriu a... a conveniência de tal mudança; e estou contente que você tenha gostado da ideia.

Você prefere, como me disse, ser "simplesmente um teosofista zeloso embora independente, um simples membro da Sociedade, com cujos objetivos — por mais falho que seja o sistema... — você simpatiza do fundo do seu coração" — e o Sr. Sinnett, que não tinha mais, e talvez menos, certeza objetiva de nossa identidade do que você tinha — no entanto, está perfeitamente disposto a trabalhar conosco sem jamais sentir sua lealdade vacilar ou sua incapacidade de defender "o sistema e a política de nossa ordem". Assim, cada um se sente em seu devido lugar.

Naturalmente, nenhum homem honesto poderia associar-se a nós uma vez que sentisse uma "convicção" de que nosso sistema era "totalmente errado"; e, além disso, alguém que acredita, como você, que já que apresentamos algumas teorias às quais você não pode subscrever, você não deveria se incomodar nem mesmo com aquela porção de nossa filosofia que é verdadeira.

Se eu tivesse qualquer intenção de argumentar, poderia talvez observar que este último é um método facílimo de suprimir todas as ciências, bem como todos os sistemas religiosos; pois não há um só em que não abundem fatos falsos e teorias não comprovadas e até mesmo as mais infundadas.

Mas prefiro deixar a questão de lado.

Para concluir, posso confessar francamente que me regozijo ao ver que acredita que "como membro independente da Sociedade, eu (você) serei provavelmente mais útil e mais capaz de fazer o bem" do que tem sido até agora.

Alegro-me, mas não posso deixar de saber que muitas mudanças ainda ocorrerão em você antes que se sinta finalmente estabelecido em suas ideias.

Perdoe-me, caro Irmão; não desejaria causar-lhe dor, mas tal é a minha opinião — e permaneço nela. Você me pede que obtenha da "O. L." que se abstenha de propô-lo para o conselho.

Não creio que haja o menor perigo de que ela o faça. Sei, de fato, que ela é a última pessoa no mundo a propô-lo agora.

Certa ou erradamente, ela se sente ferida por você até a raiz do coração e, devo confessar, que sem dúvida involuntariamente, você feriu profundamente seus sentimentos em várias ocasiões.

No entanto, permita-me assinar-me como seu obediente servo.

Sempre que precisar de mim, e quando tiver concluído seus estudos com o "Svami" — então estarei novamente ao seu dispor.

Atenciosamente, K. H.

CARTA XXXI

Pergunta — As pessoas de Guzerate são simples; têm uma disposição religiosa, mas têm sido enredadas em religiões sectárias.

Isso não é peculiar a Guzerate.

Quase em toda parte é assim. — K. H.

Pergunta — Posso trazê-las da religião exotérica para a esotérica?

Não é obra de um dia nem de poucos anos.

A Índia tem declinado por milhares de anos.

Ela deve levar igualmente longo tempo para sua regeneração.

O dever do filantropo é trabalhar com a maré e auxiliar o impulso ascendente. — K. H.

Pergunta — Desejo formar um clube... para discutir... "Sanatana Dharma"; posso ter sucesso?

Nenhum esforço jamais se perde.

Toda causa deve produzir seus efeitos.

O resultado pode variar de acordo com as circunstâncias que fazem parte da causa.

É sempre mais sábio trabalhar e forçar a corrente dos acontecimentos do que esperar pelo tempo — hábito que desmoralizou os hindus e degenerou o país.

K. H. Pergunta: — Se as pessoas podem ver fenômenos, elas ouvirão... deveria eu obter a assistência de um chela superior... em tempo de necessidade absoluta? Aqueles que são levados pelos fenômenos são geralmente os que, estando sob o domínio de Maya, são assim incapazes e incompetentes para estudar ou compreender a filosofia.

A exibição de fenômenos em tais casos não é apenas um desperdício de poder, mas positivamente prejudicial.

Em alguns, encoraja a superstição, enquanto em outros desenvolve o germe latente de hostilidade para com os filantropos que recorreriam à exibição de tais fenômenos.

Ambos os extremos são prejudiciais ao progresso humano real, que é a felicidade.

Por um tempo, maravilhas podem atrair uma multidão, mas isso não é um passo em direção à regeneração da humanidade.

Como Subba Row lhe explicou, o objetivo do filantropo deve ser o esclarecimento espiritual de seus semelhantes.

E quem quer que trabalhe desinteressadamente para esse objetivo necessariamente se coloca em comunicação magnética com nossos chelas e conosco.

Subba Row é a melhor pessoa para aconselhá-lo, mas ele não é um correspondente muito bom.

O que quer que tenha de ser aprendido com ele deve ser feito verbalmente.

K. H. CARTA XXXII

Esferas de influência podem ser encontradas em toda parte.

O primeiro objetivo da S.T. é a filantropia.

O verdadeiro teosofista é um filantropo — "não para si mesmo, mas para o mundo em que vive!" Isso, e a filosofia, a correta compreensão da vida e de seus mistérios, darão a "base necessária" e mostrarão o caminho certo a seguir.

Contudo, a melhor "esfera de influência" para o candidato está agora em [sua própria terra].

K. H. CARTA XXXIII

Minha referência à "filantropia" foi feita em seu sentido mais amplo, e para chamar a atenção para a necessidade absoluta da "doutrina do coração" em oposição àquela que é meramente "do olho". E antes, escrevi que nossa Sociedade não é uma mera escola intelectual de ocultismo, e aqueles maiores do que nós disseram que quem considera a tarefa de trabalhar pelos outros difícil demais faria melhor em não empreendê-la. Os sofrimentos morais e espirituais do mundo são mais importantes e necessitam de ajuda e cura do que a ciência precisa de auxílio nosso em qualquer campo de descoberta.

"Quem tem ouvidos para ouvir, ouça." K. H. CARTAS MARGINAIS CARTA XXXI 77 Elgin Crescent Notting Hill Set. 8 [1882] Prezada Senhora, Envio aqui minha assinatura para O Teosofista do próximo ano.

Dispenso dizer o quanto valorizo seu periódico, do qual estou continuamente aprendendo algo.

Como membros (eu e minha mãe) da B.T.S., aproveito esta oportunidade para dizer que confio que as opiniões religiosas privadas dos indivíduos não levarão a uma separação da sociedade matriz, pois não posso conceber que, ao fazê-lo, estaríamos dando um passo retrógrado, afastando-nos de qualquer chance de obter maior esclarecimento.

Naturalmente, lemos a carta do Coronel Olcott dirigida aos membros da B.T.S. e concordamos com as opiniões que ela expressa.

Aceite, prezada Senhora, nossos sinceros votos de sucesso em seus árduos trabalhos.

Atenciosamente, Francesca Arundale UMA BOA E SÉRIA TEOSOFISTA, UMA MÍSTICA CUJA COOPERAÇÃO DEVERIA SER GARANTIDA POR SEU INTERMÉDIO.

K. H. CARTA XXXV É melhor você vir.

Apresente meus agradecimentos a seu pai.

Ele fez o que pôde e — não poderia fazer mais.

K. H.

CARTA XXXVI Os dias de sua cegueira retornarão; ele se afastará mais uma vez da face brilhante da verdade.

M.

CARTA XXXVII Tenha coragem.

Estou satisfeito com você.

Guarde seus próprios conselhos e confie em suas melhores intuições.

O homenzinho falhou e colherá sua recompensa.

Silêncio enquanto isso.

K. H. A CARTA FRANCESA CARTA XXXVIII Ao Honorável, Mui Honorável Senhora, Nadyejda Andreewna Fadeew, Odessa.

Os nobres pais de Mad. H. Blavatsky não têm motivo para se desolarem.

Sua filha e sobrinha não deixou este mundo.

Ela vive e deseja fazer saber àqueles que ama que está bem e se sente muito feliz no retiro distante e desconhecido que escolheu para si.

Ela esteve muito doente, mas não está mais: pois, graças à proteção do Senhor Sangyas [Buda], ela encontrou amigos devotados

que cuidam dela física e espiritualmente.

Que as damas de sua casa fiquem, portanto, tranquilas.

Antes que 18 luas novas se levantem — ela terá voltado para sua

família.

Tradução

À Honorável, Mui Honorável Senhora, Nadyejda Andreewna Fadeew, Odessa.

Os nobres parentes da Sra. H. Blavatsky não têm motivo algum para pesar.

Sua filha e sobrinha não deixou este mundo de forma alguma.

Ela está viva e deseja dar a conhecer àqueles que ama que está bem e bastante feliz no retiro distante e desconhecido que escolheu para si.

Ela esteve muito doente, mas não está mais, pois, sob a proteção do Senhor Sangyas [Buda], ela encontrou amigos devotados que a guardam física e espiritualmente.

As damas de sua casa devem, portanto, permanecer tranquilas.

Antes que 18 luas novas se levantem, ela retornará à sua família.

SOBRE O USO DAS CARTAS PELOS ESCRITORES TEOSÓFICOS CARTA XXXIX

Podeis, se assim o desejardes ou encontrardes necessidade, usar em "Man"* ou em qualquer outro livro no qual porventura estejais colaborando, qualquer coisa que eu tenha dito em relação às nossas doutrinas secretas em qualquer de minhas cartas aos Srs. Hume ou Sinnett.

Aquelas porções que eram privadas nunca foram por eles permitidas a serem copiadas por ninguém, e aquelas que são assim copiadas — pelo próprio fato tornaram-se propriedade teosófica.

Além disso, minhas cartas — pelo menos aquelas que continham meus ensinamentos — foram sempre enviadas por minha ordem a Damodar e à Upasika, algumas das porções até mesmo usadas em *The Theosophist*.

Estais em liberdade até mesmo de copiá-las verbatim e sem aspas — não o chamarei de "plágio". . . . Do ponto de vista correto, se quiserdes saber, é apenas a expressão das ideias originais de outra pessoa, alguma sentença independente, um pensamento, que em sua breve completude é capaz de ser construído em um sábio lema ou máxima, que poderia ser constituído no que é considerado plágio — o furto da "propriedade cerebral" de outra pessoa.

Não há livro que não seja a sombra de algum outro livro, a imagem concreta, muito frequentemente, do corpo astral dele em alguma outra obra sobre o mesmo ou aproximado assunto.

Concordo inteiramente com o Dr. Cromwell quando ele diz que "o verdadeiro talento se tornará original no próprio ato de se engajar com as ideias dos outros";

não, muitas vezes converterá a escória de autores anteriores no minério dourado que brilha para o mundo como sua própria criação peculiar.

"De uma série de romances italianos extravagantes e fracos, Shakespeare tirou os enredos, os personagens e a maior parte dos incidentes daquelas obras dramáticas que exaltaram seu nome, como escritor original, acima de todos os outros nos anais da literatura." Assim, não apenas você, um chela meu, mas qualquer outra pessoa tem liberdade de tirar qualquer coisa, páginas inteiras, se julgar apropriado, de qualquer uma das minhas cartas "copiadas" e converter sua "escória" em minério puro de ouro, desde que tenham compreendido bem o pensamento.

Mostre isto a . . . a quem já foi dito o mesmo.

K. H. O FUTURO DA T.S. CARTA XL

Você ainda tem que aprender que enquanto houver três homens dignos da bênção de nosso Senhor na T.S., ela nunca poderá ser destruída.

M. NOTAS

1. Carta I, p. Esta é a única carta do Maha-Chohan, é o grande Adepto "a cuja visão o futuro jaz como uma página aberta". (Ver Carta XVI.) Escrita em 1881. Transcrita de uma cópia com C. W. Leadbeater.

Partes desta carta foram citadas por H. P. B. em Lucifer, Vol. II. Agosto de 1888, pp. 432-3.

2. Carta II, p. Recebida em Adyar em 26 de dezembro de 1883, e aberta na presença, entre outros, do Dr. (Sir) S. Subramania Iyer, como descrito em The Theosophist, Vol. V. Suplemento nº 2 de fevereiro de 1884, p. 31. Transcrita de uma cópia em posse de Pandit Pran Nath de Gwalior.

3. Carta III, p. 1( Recebida em Londres em 1884. Transcrita diretamente do original em Adyar.

i. Carta III, p. Sociedade-Mãe.

5. Carta IV, p. Recebida em 1884 em Elberfeld, Alemanha. Endereçada à Srta. Francesca Arundale, Tesoureira da Loja de Londres. Transcrita de uma cópia na caligrafia de C. W. Leadbeater. Publicada em The Theosophist, out. 1917, no artigo "Some Reminiscences of a Veteran Theosophist", de Francesca Arundale.

III

6. Carta IV, p. A então recentemente formada Filial da T.S. em Elberfeld.

7. Carta V, p. Este é um dos documentos mais notáveis agora em Adyar. Consiste em um Compromisso com os Mestres, escrito pela Srta. Arundale, e assinado por todos aqueles que compunham o "Grupo Interno" da Loja de Londres. Mas tanto os Mestres M. e K. H., como também H. P. B., escreveram no documento.

A parte na caligrafia de Miss Arundale está impressa em letras minúsculas; na caligrafia de H. P. B., em letras grandes; e na caligrafia dos Mestres, em maiúsculas grandes.

Notar-se-á que, no segundo parágrafo, o Mestre K. H. acrescentou uma frase entre parênteses, como também após o acréscimo de H. P. B. No final do Compromisso, na caligrafia de Miss Arundale, e antes de começarem as assinaturas dos membros do Grupo, há no documento quatro linhas em branco — nessas linhas em branco está escrita a mensagem dos dois Mestres; portanto, as palavras "os abaixo-assinados" referem-se aos signatários do Grupo, cujos nomes vêm abaixo da caligrafia dos Mestres.

Escrito através da declaração do Mestre K. H., aparece a única palavra "Aprovado" na caligrafia do Mestre M., seguida de sua inicial.

8. Carta YI, p.

Recebida por Pandit Pran Nath de Gwalior em janeiro de 1884. Transcrita diretamente do original.

A Carta do Mestre é em resposta ao seguinte:

Allahabad, 10-1-1884.

Reverendíssimo Mestre K. H.,
Estou trilhando o caminho certo? O meu atual modo de vida é propício ao avanço espiritual? Sou capaz de influenciar grandemente o meu próximo nascimento por meio de bons karmas nesta vida, seguindo vigorosamente a inclinação do meu coração como está no presente? O que devo fazer para ter a honra de me prostrar aos vossos benditos pés?

Sou,
Vosso mais respeitosamente,
Pran Nath, F.T.S.

9. Carta YII, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

Esta e a seguinte carta foram recebidas por C. W. Leadbeater, a primeira na manhã de 31 de outubro de 1884, e a última à meia-noite do mesmo dia.

A primeira carta foi recebida pelo correio e traz o carimbo postal de Londres, "Kensington, Out. 30—84"; a segunda carta foi "precipitada" na presença de C. W. L.

10. Carta YII, p.

Nessa época, C. W. L. estava investigando de perto o Espiritualismo e frequentava muitas das sessões de William Eglinton, um dos quais guias espirituais chamava-se "Ernest". Ernest assegurou a C. W. L. que sabia da existência dos Mestres e manifestou sua disposição de entregar uma carta ao Mestre K. H. A carta foi escrita e colocada pelo Sr. Eglinton na caixa reservada para comunicações aos guias espirituais. C. W. L. foi notificado pelo Sr. Eglinton após alguns dias de que a carta havia desaparecido da caixa.

Em sessões subsequentes, quando foi perguntado a Ernest sobre o que acontecera com a carta, Ernest garantiu a C. W. L. que ela havia sido devidamente entregue.

11. Carta VII, p.

Upasika é um nome frequentemente usado para H. P. B. nas Cartas; a palavra vem do Budismo, onde denota um Discípulo Leigo, ou alguém que fez votos especiais, mas não é tecnicamente um monge ou monja.

12. Carta VII, p.

C. W. L. na época em que recebeu esta carta era um sacerdote oficiante da Igreja da Inglaterra; foi nessa época que os missionários cristãos em Madras tentaram destruir a Sociedade Teosófica no que é conhecido como o "caso Coulomb".

13. Carta VII, p.

"A memória de nosso Senhor, o Tathagata." Esta é uma frase marcante, compreendida apenas muitos anos após o recebimento da carta. Refere-se a incidentes de vidas passadas de muito tempo atrás, quando C. W. L. vira o Grande Senhor face a face. É como se o Mestre tentasse, dessa maneira, ir além da personalidade de C. W. L. diretamente ao Ego, em cuja consciência as grandes verdades existiam como questões de conhecimento direto.

14. Carta VIII, p.

Transcrito diretamente do original em Adyar.

Ao receber a Carta VII, C. W. L., que vivia em Liphook, Hampshire, veio imediatamente a Londres para ver H. P. B. e comunicou-lhe sua determinação de ir de imediato a Adyar. À meia-noite desse dia, esta carta foi recebida.

15. Carta IX, p.

Reimpresso de The Link, novembro de 1908. A data, pelo contexto, é evidentemente o final de 1883.

16. Carta IX, p.

Este "P.S." ocorre como a primeira parte da Carta VI, e assim parece que o Mestre usou aqui como posfácio o que havia dito em resposta à pergunta do Pandit Fran Nath.

17. Carta X, p.

Transcrito diretamente do original em Adyar.

18. Carta XI, p.

Transcrito diretamente do original em Adyar.

19. Carta XII, p.

Esta Carta é encontrada em "Ecos do Passado", O Teosofista, dezembro de 1907, p. 259, onde é reimpressa do Indian Mirror de Calcutá, de 14 de abril de 1882.

20. Carta XIII, p.

Esta carta refere-se a H. P. B. Transcrito diretamente do original em Adyar.

21. Carta XIV, p.

Transcrito diretamente do original em Adyar.

O Sr. Sinnett nessa época era o editor do poderoso jornal inglês anti-indiano, o Pioneer de Allahabad. Com a aceitação da Teosofia pelo Sr. Sinnett, o tom do jornal passou por uma mudança que não agradou aos proprietários do periódico. O Mestre K. H. desejou que um jornal, a ser chamado The Phoenix, fosse iniciado com capital indiano, mas com o Sr. Sinnett como editor.

O capital necessário, no entanto, não foi subscrito.

22. Carta XIV, p.

Norendro Nath Sen, o fundador e editor do *Indian Mirror* de Calcutá.

23. Carta XV, p.    «       Transcrita diretamente do original em Adyar.         A única carta que até agora vi onde         o Mestre assina seu nome completo, tornando         assim seu aviso de especial significado.

O         destinatário finalmente duvidou e "desistiu".

24.    Carta XVI, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

A ela está anexado um cartão na caligrafia do         Coronel Olcott, como segue: "Carta para H. S. O.:

formada por sua própria mão pelo Mestre K. H. durante         uma visita noturna a ele, em seu acampamento no Maidan,         fora de Lahore." (Ver O. D. L.)

O Coronel Olcott, em *Old Diary Leaves*, Terceira Série,         pp. 36-7, descreve o incidente de receber         esta carta.

25. Carta XVI, p.

Refere-se à visita do Mestre M. ao Coronel         Olcott em Nova York, descrita em *Old Diary         Leaves*, Primeira Série, pp. 379, 380. A "prova         objetiva" é o *fehta* ou turbante, agora em Adyar,         que o Mestre M. deixou com o Coronel como         prova de que sua visita não foi uma "Maya", mas         foi uma realidade.

26.    Carta XVI, p.

Ver *Old Diary Leaves*, Terceira Série, p. 37. 27.    Carta XVII, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar,         ao qual está anexado o seguinte, em um         cartão na caligrafia do Coronel Olcott:         "Nota para H. S. O. do Mestre K. H. para         prepará-lo para uma visita em corpo físico, em sua         tenda em Lahore."    (Ver O. D. L.) Esta segunda                            visita é descrita pelo Coronel Olcott em *Old Diary        Leaves*.

Terceira Série, p. 42, e pelo Sr. W. T.        Brown, que estava presente com ele, em seu        panfleto.

*Some Experiences in India*.

O         Mensageiro referido é o Mestre D. K. 28.    Carta XVIII, p.

Reimpressa de *The Theosophist*, fev.

1908, com         a seguinte nota explicativa do Coronel Olcott: "Caiu em um vagão de trem, 5 de abril de                :

1884, enquanto eu lia um monte de cartas de L.L.,         os detalhes sobre a disputa Kingsford-Sinnett.

Esta carta caiu justamente quando eu anotava um         parágrafo na carta de B.K. sobre os Mahatmas.

Presentes no vagão de trem apenas Mohini         e eu.

H.S.O. " Ver também *Old Diary Leaves*,         Terceira Série, pp. 90, 91. 29. Carta XIX, p.

Não há dúvida, não apenas pelo contexto, mas também por um fato mencionado pelo Coronel Olcott, de que esta carta foi recebida em agosto de 1888. Mas, curiosamente, parece, pela leitura de *Old Diary Leaves*, Terceira Série, p. 91, como se tivesse sido recebida em 1883. O Coronel Olcott cita trechos desta Carta e a relaciona com as dificuldades de 1884 na Loja de Londres, sobre as quais instruções lhe foram dadas na Carta XVIII.

O Coronel Olcott menciona que a Carta XIX foi "recebida fenomenalmente em meu camarote a bordo do *Shannon*", no dia anterior a chegarmos a Brindisi (p. 91). Mas ele partiu de Bombaim para Londres no vapor do correio P. & O. *Shannon* em 7 de agosto de 1888, conforme noticiado em *The Theosophist*, Suplemento, setembro de 1888, p. ciii.

Além disso, no corpo da própria Carta, o Mestre diz "desde que não escrevi", e C. W. L., mencionado no final da carta, só veio para a Índia no final de 1884. Parece, portanto, que o Coronel Olcott, ao narrar eventos sobre a Loja de Londres, tomou esta carta sobre a "situação" em 1888 como referindo-se à situação de 1884.

Talvez valha a pena mencionar a urgência da situação em 1888. A S.T. foi fundada em 1875, e durante os primeiros sete anos de sua existência foi testada de várias maneiras diferentes.

Em um aspecto, ela falhou, e isso se deveu à sua relutância em aceitar abertamente a orientação direta da Sociedade pelos "Irmãos", ou seja, os Mestres, que formavam a "Primeira Seção" da Sociedade.

Em 1882, a maioria dos membros da S.T. aceitava a filosofia oculta dada pelos Mestres, mas recusava-se a aceitar a orientação oculta dada pelos Mestres através de seus Chelas na administração externa da Sociedade.

No final do primeiro ciclo, em 1882, os Mestres, portanto, retiraram-se um tanto para o segundo plano, no que dizia respeito aos assuntos externos da Sociedade, e deram suas diretrizes apenas a alguns indivíduos selecionados.

Quando o segundo ciclo se aproximava de sua conclusão, em 1889, H.P.B. estava ansiosa para fazer outro esforço para fortalecer os vínculos ocultos entre a S.T. e os Mestres.

Ela teve sucesso em seu esforço, e a E.S.T. foi o resultado.

Mas antes que a E.S.T. pudesse ser organizada, surgiram muitas dificuldades, e foi como resultado desta Carta XIX recebida pelo Coronel Olcott que ele resolveu as questões na administração da Sociedade, para que a E.S.T. pudesse realizar seu trabalho sob a direção exclusiva de H.P.B., sem interferir, ou ser interferida, pela organização democrática da S.T. Não foi, contudo, senão em 1907 que a S.T. recuperou plenamente sua posição original, com os Mestres da Sabedoria novamente como a "Primeira Seção" da Sociedade.

30. Carta XIX, p.

Não sei a qual Adepto este símbolo se refere, nem consegui descobrir qual foi o incidente em Adyar ao qual o Mestre alude.

31. Carta XX, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

32. Carta XXI, p.

Esta Carta aparece no panfleto *Algumas Experiências na Índia*, de W. T. Brown, B.L., F.T.S., membro da Loja de Londres da S.T., que veio para a Índia em 1883. Ele estava presente com o Coronel Olcott em Lahore, quando ocorreu o incidente referido nas Cartas XVI e XVII.

Nessa época, o Mestre K. H. havia vindo do Tibete para a Índia, e o Sr. Brown o viu, como narrado no panfleto mencionado acima.

33. Carta XXI, p.

O Mestre K. H. é, por nascimento, um brâmane da Caxemira.

O Sr. Brown estava nessa ocasião com o Coronel Olcott em Jammu, na Caxemira, como hóspede do então Marajá da Caxemira; a carta foi recebida "dentro de um envelope, que havia sido endereçado por Madame G—, mas que chegara pelo correio da Alemanha. Isso foi muito significativo, porque provou, a meu ver, que o Mestre estava ciente do papel que Madame G— tivera em trazer-me para a luz da Teosofia." A senhora referida é provavelmente a "pobre Madame Gebhard". O Sr. W. T. Brown deixou mais tarde a S.T. Ver *Old Diary Leaves*, Terceira Série, Capítulos III e XXIII.

34. Carta XXII, p.

Recebida pelo Sr. W. T. Brown em 17 de dezembro de 1883, como narrado em seu panfleto. De uma cópia na posse do Pandit Pran Nath, de Gwalior. Seguindo o conselho dado, o Sr. Brown escreveu sobre suas experiências no panfleto mencionado acima.

35. Carta XXIII, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

36. Carta XXIV, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

37. Carta XXV, p.

Recebida em Adyar, dezembro de 1883, pelo Príncipe Harisinghji Rupsinghji, da Família Real de Bhavnagar. Reimpressa de *The Theosophist*, Suplemento, junho de 1884, p. 87.

38. Carta XXVI, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

Está escrito em um pedaço de papel, e deve ter sido anexado a um artigo enviado para The Theosophist, que durante a ausência de H. P. B. estava sob a direção de Damodar K. Mavalankar.

O artigo referido aparece em The Theosophist, Suplemento, fevereiro de 1884, p. 31. É uma carta de V. Coopooswamy Iyer, M.A., F.T.S., de Madura, que descreve o incidente de uma carta que foi fenomenalmente entregue na presença de várias pessoas.

"A declaração de Subram" refere-se à carta de (agora Dr.) S. Subramania Iyer, B.L., então Vakil do Tribunal Superior, Madura, que também descreve certos fenômenos que aconteceram em sua presença.

39. Carta XXVII, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

Recebida por Damodar K. Mavalankar, e tem marcado no canto "Rd. 5 a.m., 27-2-84.".

D. K. M. partiu para o Tibete em abril de 1885. Ver Old Diary Leaves, Terceira Série, Cap. XV, p. 318. A Carta foi reimpressa em The Theosophist, novembro de 1908, p. 173.

40. Carta XXVIII, p.

Reimpressa de The Theosophist, fev. 1908, p. 391, onde se afirma que a carta foi recebida pelo Dr. F. Hartmann em Adyar em 1884, quando ambos os Fundadores estavam na Europa.

"D." é evidentemente D.M.K.

41. Carta XXIX, p.

Reimpressa de uma cópia em posse de C.W.L.; a Carta é reimpressa em The Theosophist, dezembro de 1907, p. 260, com uma nota de que em 5 de junho de 1886, o Sr. Tookaram Tatya postou em Bombaim uma carta ao Coronel Olcott.

Quando a carta foi entregue em 7 de junho em Adyar, a Carta do Mestre foi inscrita em uma página em branco.

A carta refere-se a D. M. K. que, após muitas dificuldades e privações, atravessou para o Tibete e alcançou o Lar de seu Mestre.

42. Carta XXX, p.

Esta é evidentemente uma das cartas ao Sr. A. O. Hume, escrita em 1881 ou 1882. Reimpressa de The Theosophist, junho de 1907, pp. 702-6.

43. Carta XXX, p.

Refere-se às Cartas escritas pelo Mestre M. ao Sr. Sinnett e ao Sr. Hume. Estas Cartas do Mestre, ainda não publicadas, revelam uma Personalidade cujo estilo é direto e incisivo, e muito refrescante em sua franqueza.

a. Carta XXX, p. "0.L." eram as letras frequentemente usadas para H.P.B. — a "Velha Senhora". 45- Carta XXX. p.

Isto foi em 1882. Tão inessenciais são evidentemente as palavras e frases, comparadas ao pensamento do pensador, que não consegui encontrar o menor vestígio, nas Cartas do Mestre M., das idiossincrasias pessoais de pensamento de H. P. B. ou de H. S. O. Um gigante pode usar o martelo de brinquedo de uma criança, mas o poder por trás do golpe é o do braço de um gigante, e não o de uma criança.

46. Carta XXXI, p.

As Perguntas foram propostas em março pelo Sr. Navatamram Ootamram Trivedi de Surat.

Reimpresso de *The Theosophist*, julho de 1907, pp. 782-3. 47. Carta XXXI, p.

O falecido T. Subba Row, um dos discípulos do Mestre M., que colaborou com H. P. B. no trabalho dos primeiros volumes de *The Theosophist*.

Seus muitos artigos foram reunidos no volume *A Collection of Esoteric Writings of T. Subba Row, F. T. S., B.A., B.L.*, Bombaim, 1895. 48. Carta XXXII, p.

Reimpresso de *The Theosophist*, novembro de 1907, p. 167. Esta carta e a seguinte são impressas em *The Theosophist* como se formassem uma única carta; como me parece que poderiam ser de duas cartas distintas, eu as separei.

49. Carta XXXIII, p.

Reimpresso de *The Theosophist*, novembro de 1907, p. 167. 50. Carta XXXIII, p.

Refere-se à primeira carta desta coleção, ver p. 11. 51. Carta XXXIV, p.

Nas comunicações recebidas dos Mestres, muitas instruções foram dadas em comentários sobre cartas; essas direções eram escritas sobre as próprias cartas, às vezes em qualquer espaço em branco disponível, e às vezes através da escrita.

Muitas dessas Notas marginais existem, das quais esta e as três seguintes são exemplos.

Esta Carta é uma escrita pela Srta. F. Arundale, e o comentário do Mestre foi escrito durante o trânsito no correio.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

52. Carta XXXIV, p.

Sociedade Teosófica Britânica.

53. Carta XXXV, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

Esta breve nota vem em uma carta enviada por H. P. B. em 17 de julho de 1883, de Ootacamund, Colinas de Nilgiri, ao Sr. G. Soobiah Chetty em Madras, na qual ela lhe envia um convite para visitá-la nas colinas.

A parte principal da carta refere-se ao Sr. G. Muttuswamy Chetty, um Juiz do Tribunal de Pequenas Causas de Madras, e pai do Sr. G. Soobiah Chetty.

O Sr. G. Muttuswamy Chetty recebeu em tâmil uma carta, postada em Amritsar, do Mestre K.H., cuja tradução, fui informado, era a seguinte: "O jornal de Sinnett é o único salvador para a Índia."

Você deve trabalhar para isso. Koot-hoomi." Ao receber isto, o Sr. Muttuswamy Chetty tentou entre seus amigos levantar algo para o capital necessário para o jornal The Phoenix.

(Veja Carta XIV.) Ele não teve, no entanto, sucesso.

54. Carta XXXVI, p.

Esta breve mas impressionante declaração aparece na folha de rosto de uma grande edição ilustrada de A Luz da Ásia, agora em Adyar, apresentada a H. P. B. Na folha de rosto do livro está escrito "H. P. Blavatsky de sua amiga, Gerard Brown Finch." O Sr. Finch foi Presidente da Loja de Londres, S. T., em 1884. Ele logo depois "desapareceu".

55. Carta XXXVII, p. Transcrita diretamente do original em Adyar.

Isto ocorre escrito através de uma carta dobrada escrita por H. P. B. em Elberfeld, 23 de junho de 1886, para C. W. L., então no Ceilão. A mensagem do Mestre foi precipitada em trânsito. A carta de H. P. B. para C. W. L. era sobre um chela indiano do Mestre que estava na Alemanha com ela, mas que se voltou contra ela. "O homenzinho falhou," refere-se a este indivíduo, que assim "desapareceu".

56. Carta XXXVIII, p. Esta é a carta mais antiga escrita por qualquer um dos Mestres, escrita em 1870, cinco anos antes da S. T. ser fundada. O original, que está em francês, existe agora em Adyar. Está na agora bem conhecida caligrafia do Mestre K. H. para a tia de H. P. B., Madame Nadejda Fadeeff. Ela escreveu em 26 de junho de 1884, de Paris, ao Coronel Olcott sobre esta Carta, e descrevendo a ansiedade dos parentes de H. P. B., que não tinham notícias dela há alguns anos, diz o seguinte:

Todas as nossas pesquisas terminaram em nada. Estávamos prontos a acreditar que ela estava morta, quando — creio que foi por volta do ano de 1870, ou possivelmente mais tarde — recebi uma carta daquele que creio que vocês chamam de "K.H.", que me foi trazida da maneira mais incompreensível e misteriosa, por um mensageiro de aparência asiática, que então desapareceu diante dos meus próprios olhos. Esta carta, que me pedia para não temer nada, e que anunciava que ela estava em segurança — ainda a tenho em Odessa. Imediatamente após meu retorno, enviá-la-ei a você, e ficarei muito satisfeita se puder ser de alguma utilidade para você.

(Relatório do Resultado de uma Investigação sobre as Acusações contra Madame Blavatsky, 1885, p. 94.)

Madame Fadeeff escreveu dez dias depois de Odessa ao Coronel Olcott, anexando a carta original.

No canto inferior esquerdo do envelope está escrito em russo, a lápis, na caligrafia de Madame Fadeeff, o seguinte: "Recebida em Odessa, novembro: 7, sobre Lelinka, provavelmente do Tibete. 11 de novembro de 1870. Nadejda F." Lelinka era o apelido de H. P. B.

A Carta do Mestre está assinada, não com suas iniciais, K. H., mas com uma letra em algum idioma que não conheço. Parece, a partir de certas observações do Mestre M., em uma de suas Cartas, que ele era o "Mensageiro de aparência asiática" que entregou a carta.

57. Carta XXXIX, p.

Transcrita diretamente do original em Adyar.

58. Carta XXXIX, p.

O livro, Man: Fragments of Forgotten History, por: Dois Chelas na Sociedade Teosófica, publicado em 1885. 59. Carta XL, p.

Não consegui localizar a carta original em que isso ocorre, mas ela está reimpressa em The Theosophist, novembro de 1907, p. 167. 60. Carta XL. p.

"A bênção de Nosso Senhor"—a bênção do Senhor Gautama Buda.

Impresso por J. R. Aria na Vasanta Press, Adyar, Madras.

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